Da redação
São Paulo – O Brasil quer aumentar as exportações de material genético e outros produtos do gado zebu. Para isso, a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos do Brasil (Apex) e a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) vão assinar hoje (25) em Uberaba, Minas Gerais, um acordo que prevê investimentos de R$ 4,1 milhões para promover as vendas externas de produtos e serviços relacionados à raça zebuína. As informações são da assessoria de imprensa da Apex.
Com a assinatura do convênio, as empresas do setor terão como meta exportar US$ 27,7 milhões por ano até o final de 2008. O pacote tecnológico da produção de zebu inclui sêmen, embriões, animais vivos, produtos veterinários, suplementação animal, sementes para o pasto, equipamentos para a pecuária e serviços de melhoramento genético.
Além de conquistar novos mercados, como Estados Unidos, África do Sul, Austrália e países da América Central, as ações brasileiras vão buscar consolidar as vendas na América do Sul, em países como Colômbia, Paraguai, Bolívia, Equador e Venezuela, e na África, em locais como Angola, Costa do Marfim, Moçambique e Senegal.
Os países árabes também têm interesse ou já importam gado vivo do Brasil, como o Líbano, por exemplo, que importa do Rio Grande do Sul e do Pará. No primeiro semestre, o Brasil vendeu o equivalente US$ 36,2 milhões em gado vivo para o Líbano, foi o principal item da pauta de exportação ao país árabe. Em maio deste ano, a Tunísia abriu seu mercado ao gado vivo brasileiro.
Entre as atividades que serão realizadas para promover a tecnologia brasileira do setor, estão a participação em feiras internacionais, projetos compradores e workshops no exterior.
Melhoramento genético
O Brasil é reconhecido pela excelência no desenvolvimento genético das raças zebuínas. Os trabalhos de melhoramento das raças são desenvolvidos no país há 70 anos e hoje o Brasil já oferece uma grande diversidade e qualidade de produtos relacionados à atividade de pecuária bovina.
Para aumentar as exportações brasileiras de material genético a Apex e a ABCZ contam com o projeto Brazilian Cattle Genetics, que foi firmado em 2003. No ano passado o Brasil exportou 123,4 mil doses de sêmen, por exemplo, o que representou um aumento de quase 130% em relação a 2003. As duas entidades já investiram R$ 5,19 milhões em promoção comercial e levaram empresas para 21 feiras internacionais em 11 países.
Segundo dados da Apex, as exportações das empresas participantes do projeto passaram de US$ 14,7 milhões em 2004 para US$ 20,19 milhões em 2005.

