São Paulo – O Brasil está na frente de outros países na adoção do modelo de economia verde. O novo conceito de desenvolvimento econômico, que visa melhoria da qualidade ambiental, começou a ser promovido esta semana no estado de São Paulo. "Esse é um modelo que vai chegar, mais cedo ou mais tarde, para todo mundo e alguns países já saíram na frente", afirmou à ANBA o secretário adjunto de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Casemiro Tércio Carvalho.
De acordo com ele, a adoção desse modelo irá trazer mais competitividade no mercado externo para o país. Além do Brasil, Carvalho citou Inglaterra, Coréia do Sul e Índia como exemplos de países que estão investindo em economia verde. "O Brasil sair na frente junto com esse grupo de países significa que em médio prazo nós vamos ter produtos e serviços mais competitivos porque já teremos internalizado os custos e ganhos", disse o secretário adjunto.
Para promover esse novo conceito, a Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo promove até sexta-feira (03) a 1ª Bolsa Internacional de Negócios da Economia Verde, um encontro que tem por objetivo apresentar proposta de desenvolvimento com novas maneiras de crescimento econômico, novas fontes de empregabilidade e soluções para melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente. "O governo de São Paulo incorporou o conceito novo de economia verde para um desenvolvimento sustentável, que requer agora uma série de ações", disse o secretário de estado da Agricultura e Abastecimento, João de Almeida Sampaio Filho.
Segundo ele, São Paulo é o maior estado agrícola do país e a base de sua economia está na agricultura. "É o maior estado agrícola porque é o mais diversificado, sendo a cana-de-açúcar o principal produto do nosso agronegócio", disse o secretário, que citou o etanol (derivado da cana-de-açúcar) como exemplo de energia sustentável e que faz parte desse novo conceito de economia verde.
Um dos motivos para que o estado de São Paulo começasse a divulgar a importância do conceito de economia verde para investidores, empresários, empreendedores, universidades e outras organizações, é o fato do estado ter como meta a redução de 20% das emissões de gases de efeito estufa até 2020, com base nas emissões de 2005.
De acordo com Carvalho, para que a economia verde se torne uma realidade é preciso considerar três níveis de atuação: o reconhecimento do governo, as iniciativas e conceitos de mercado nos processos produtivos e uma sociedade orientada para consumir nesse novo padrão ambiental.
"Inovação é a palavra chave para economia verde", disse Carvalho. Segundo ele, economia verde é sinônimo de oportunidades, é tudo aquilo que se pode criar a partir de conhecimento e pesquisa para o desenvolvimento de novos produtos e serviços que substituem o modelo antigo e que tenham mecanismos limpos. Esse trabalho do governo do estado foi criado também com a crise financeira de 2008. "O cenário econômico está instável e eu acredito que o que pode trazer essa estabilidade é a criação de parâmetros homogêneos para todos os players internacionais com qualidade ambiental", afirmou.
Estabelecer uma regra básica para todos os produtos que possam competir no mercado externo, segundo Carvalho, é dar um salto de qualidade no mercado brasileiro.
Durante o evento, serão discutidas e apresentadas idéias sustentáveis nas áreas de transporte, reciclagem, turismo, agricultura e floresta, tecnologia e construção civil.

