Da redação
São Paulo – Dentro da política de aproximação com os países árabes, o governo brasileiro decidiu reativar sua embaixada em Bagdá. A informação foi confirmada à ANBA pela assessoria de comunicação social do Itamaraty. O Ministério das Relações Exteriores anunciou que irá enviar uma missão à capital do Iraque “em breve” para analisar as condições do prédio da embaixada. Não há um prazo definido nem para o envio da missão, nem para a volta das atividades da embaixada.
A intenção do governo brasileiro é usar a representação diplomática também como uma forma de facilitar a participação do Brasil no processo de reconstrução do Iraque. Segundo o Itamaraty, além de suas “funções essenciais”, a embaixada poderá acompanhar negócios e oportunidades comerciais no país.
A embaixada brasileira em Bagdá foi desativada em 1991, na guerra do Kuwait. Desde então, de acordo com informações publicadas na edição de hoje (12) no jornal O Globo, o local ficou sob a guarda de um funcionário que manteve a vigilância dos documentos consulares. Esse funcionário já foi encarregado de fazer um inventário sobre as condições de funcionamento do posto.
Quando reativada, a embaixada irá contar com cerca de cinco funcionários do Itamaraty, possivelmente dois diplomatas, um oficial de chancelaria e um assistente de chancelaria, além dos contratados locais para os demais serviços. Numa primeira fase, a embaixada brasileira no Iraque seria chefiada por um encarregado de negócios. De acordo com o jornal, caberia a ele verificar as possibilidades de negócios com o país, hoje controlado pelas tropas dos Estados Unidos.
Na mesma matéria, o Globo informa que ontem (11), o governo norte-americano abriu a todos os países uma nova rodada de licitações no valor de US$ 6 bilhões para a reconstrução do Iraque, mas manteve os contratos financiados por Washington para empresas americanas e de nações aliadas que apoiaram a guerra.

