São Paulo – O Brasil vai oferecer treinamento e capacitação na área de propriedade industrial para países da África e do Oriente Médio nos próximos meses. Na última semana, o País negociou com nações árabes e do continente africano a possibilidade de oferecer apoio ao desenvolvimento de escritórios de registros de patentes, de marcas e de propriedade intelectual.
Durante a assembleia-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), em Genebra, na Suíça, os brasileiros assinaram memorandos de entendimentos com os representantes de países árabes, africanos, dos Estados Unidos, Europa e Austrália. Houve também reunião com representantes da Liga Árabe.
De acordo com coordenadora-geral substituta da área internacional do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi), Iloana Rocha, ainda não foram decididos quais países e quais áreas vão receber treinamentos e capacitação de técnicos brasileiros, mas há negociações em curso. “Vamos desenvolver projetos de acordo com a necessidade, mas já há uma demanda por treinar técnicos na área de patentes e de registros de marcas”, disse Rocha.
Em maio, o presidente do Inpi, Jorge Ávila, assinou um memorando de entendimentos com o Marrocos e encontrou técnicos do setor de propriedade industrial de Omã. Há a possibilidade de uma visita ao Brasil de técnicos de Omã. Rocha afirmou que o Brasil tem sido procurado por nações que desejam promover melhorias nas suas avaliações e concessões de registros patentes.
“O País é visto com relevância entre órgãos de patentes”, disse. No entanto, ela reconheceu que os países mais desenvolvidos neste segmento são os da Europa, o Japão e os Estados Unidos. “Nós também enviamos técnicos para fazer treinamentos nestes países”, disse. As nações desenvolvidas também estão entre as líderes em quantidade de patentes registradas.
De acordo com dados da Ompi, os cinco países que mais registraram pedidos de patentes em 2009 foram Estados Unidos, com 45.618 pedidos, Japão (29.802), Alemanha (16.797), Coreia do Sul (8.035) e China (7.900). Entre estes, somente os norte-americanos e os alemães registraram menos patentes do que em 2008. O Brasil, em 2009, registrou 493 pedidos de patentes, conforme o levantamento da entidade. No mesmo ano, o país árabe que mais registrou patentes foi a Arábia Saudita, com 70 registros, seguida por Egito, Emirados Árabes Unidos e Marrocos.

