Brasília – O Brasil já vendeu US$ 14,5 bilhões das reservas internacionais desde o agravamento da crise financeira internacional, em setembro, até o dia 2 de março. A informação foi dada hoje (05) pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, durante o Seminário Internacional sobre Desenvolvimento, promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
No total, a injeção líquida de dólares pelo Banco Central somou US$ 27,4 bilhões, sendo que parte desses recursos foi destinada a empréstimos e voltará para as reservas. Além disso, a instituição injetou US$ 33 bilhões por meio de operações de derivativos cambiais (swap).
O presidente do BC afirmou também que o financiamento das exportações está em processo de recuperação. Segundo ele, em janeiro deste ano, a renovação dos adiantamentos sobre contratos de câmbio (ACC) era de 75% e agora está em 95%.
“Esse é um mercado que já começa a se recompor”, avaliou. Outro dado citado por Meirelles foi a liberação de depósitos compulsórios (dinheiro que os bancos são obrigados a deixar no BC) chegou a R$ 99,8 bilhões até 27 de fevereiro.
Quando o Banco Central libera recursos do compulsório, sobra mais dinheiro para os bancos emprestarem. Esse conjunto de medidas foi necessário porque, com a crise internacional, houve escassez de crédito.
Segundo Henrique Meirelles, antes da crise, em agosto, os depósitos compulsórios somavam R$ 259,4 bilhões. De acordo com ele, o valor acumulado à época deu condições ao BC de liberar recursos para segmentos mais atingidos pela crise no Brasil, como pequenos e médios bancos e exportadores.

