Londres – Ao discursar na abertura do seminário "Investing in Brasil", promovido pelos jornais Financial Times e Valor Econômico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou hoje (5) que em 2010 o Brasil irá crescer 5%. Garantiu ainda que o país passou pela crise financeira internacional, voltou a crescer, e convidou os investidores a aproveitar as oportunidades oferecidas pelo Brasil.
Para o presidente, o Brasil vive uma "revolução silenciosa" que se traduz numa fase de recuperação da autoestima, e um "momento quase mágico" de sua história. "Cansamos de ser o país do futuro. Depois de tantas promessas do século 20, não queremos perder nenhuma oportunidade do século 21."
Para explicar o que seria essa revolução, Lula contou, de improviso, as experiências do programa Luz para Todos (que busca expandir o fornecimento de energia a lugares distantes) e da criação do crédito consignado (programas conduzidos pelo governo em áreas de atuação pouco atraentes para o capital privado).
A expansão do fornecimento de energia impulsionou fortemente a venda de eletroeletrônicos e a indústria ligada às instalações, enquanto o maior acesso ao crédito permitiu o desenvolvimento de pequenos negócios.
Por outro lado, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, garantiu, aos participantes do seminário, que o Brasil retomou o processo de crescimento econômico e pode se tornar a quinta maior economia do mundo até 2016. Em entrevista ao jornal Financial Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também afirmou que o Brasil será a quinta economia mundial nos próximos dez anos.
Durante seminário em Londres, que discutiu investimentos no Brasil, a ministra destacou que a exploração do petróleo na camada pré-sal é mais uma oportunidade para os investidores estrangeiros "no momento exitoso que o país vive".
No mesmo encontro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, manifestou preocupação com a excessiva valorização do real. Ele afirmou que o governo quer evitar uma "exuberância irracional" e por isso quer conter a moeda, o que ajuda a evitar bolha de crescimento.
*Com informações da Agência Brasil e Valor Online

