São Paulo – Cuidando desde a seleção das amêndoas de cacau até o momento em que o chocolate está pronto, a Nugali é uma das poucas empresas no Brasil a cuidar de todo o processo de fabricação de um dos doces mais antigos e apreciados no mundo. Agora, a companhia quer exportar seus chocolates e busca um distribuidor no mercado árabe.
“Eu sinto que é um mercado bom e promissor. É um mercado com alto poder aquisitivo e que se interessa por chocolates”, avalia Maitê Lang, fundadora e diretora de operações da Nugali. Segundo ela, a empresa está avaliando a possibilidade de participar de uma missão ao Oriente Médio junto com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), que vai ocorrer em novembro e tem apoio da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.
Maitê acredita que os chocolates da Nugali têm condições de concorrer com os produzidos na Europa. "Nós temos outra característica de sabor, mas temos o mesmo padrão de qualidade", diz.
De acordo com a empresária, o alto custo das matérias-primas e a valorização do real têm sido empecilhos para que a Nugali possa iniciar suas exportações com competitividade. No entanto, ela mantém o interesse no mercado externo e diz que pode aumentar a capacidade produtiva atual em até 30% para atender à demanda dos clientes estrangeiros.
Este ano, a fábrica da Nugali deve produzir 130 toneladas de chocolates. As embalagens dos produtos já são produzidas também em inglês e, algumas delas, em espanhol.
Antes de fundar a Nugali, em 2004, Maitê trabalhava como importadora de peças da Embraer. Por causa das diversas viagens que fazia, ela recebia muitas encomendas de colegas para que trouxesse chocolates do exterior. Ao enxergar um bom nicho no mercado de chocolates finos, ela largou a carreira na indústria aeronáutica e decidiu criar sua própria marca de doces.
A empresária foi à Bélgica e à Alemanha estudar como eram produzidos os chocolates nestes países. Da Europa, trouxe a técnica das melhores chocolaterias e também parte dos equipamentos que hoje produzem os doces da Nugali.
“Eu me identifico muito com a escola belga de chocolateria pela força do cacau”, diz Maitê. Essa influência levou à criação de chocolates com até 80% de cacau em sua composição. As amêndoas de cacau, base do chocolate, são compradas de produtores selecionados do sul da Bahia e também do Equador.
Os chocolates amargos, aliás, são os que fazem mais sucesso, conta Maitê. Além deles, a Nugali produz também chocolate ao leite, mesclado, drágeas, chocolate sem açúcar, bombons, pastilhas para bebidas quentes e outros, entre mais de 20 tipos.
Maitê explica que a maior parte das indústrias de chocolate no Brasil foca na fabricação de produtos mais baratos, utilizando ingredientes como gorduras e adicionado açúcar em excesso. Ela diz que o diferencial da Nugali é manter uma “formulação mais tradicional do chocolate”. “Usamos 100% de manteiga de cacau. A gente dá grande importância ao cacau e usa baunilha natural”, diz.
No Brasil, a Nugali vende para 12 estados nas regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Nordeste. Maitê não revela o faturamento da empresa, mas diz que, em 2009, a Nugali faturou 50% a mais que em 2008 e, para este ano, ela espera um crescimento de 30% sobre a receita do ano passado.
A Nugali tem sua sede na cidade de Pomerode, em Santa Catarina, e conta com 25 funcionários. Hoje, ela possui duas lojas próprias e deve abrir mais uma em março de 2011.
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Nugali
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