São Paulo – Doce tradicional no Brasil, o brigadeiro não faz parte da culinária libanesa. Mas essa foi a aposta da paranaense Jihan Osman para fazer negócios na terra de seus antepassados, e deu certo. Desde setembro de 2014, ela produz e vende os doces em Beirute e, atualmente, comercializa cerca de 400 unidades do produto por mês com a marca Sweet B.
“Sempre gostei de fazer para a família, amigos, em reuniões. Minhas amigas diziam que [meu brigadeiro] era muito gostoso e me incentivaram a trabalhar com isso”, conta Osman sobre o início de seu negócio. Natural de Foz do Iguaçu, Osman vive no Líbano há seis anos.
Formada em Hotelaria e Turismo e ex-empresária do ramo de calçados, Osman viajou a São Paulo para fazer um curso especialmente voltado à produção de brigadeiro. Foram dois dias de aula particular com Diego Lozano. “Ele é um dos melhores chocolatiers do Brasil”, explica.
Para dar um toque especial ao seu produto, Osman decidiu investir no brigadeiro gourmet, com o uso de ingredientes especiais. Segundo ela, seus doces são preparados com chocolate belga, em vez de chocolate em pó, e manteiga, no lugar da margarina.
A partir daí, ela também foi adaptando a receita do brigadeiro ao gosto dos libaneses. Uma das trocas mais significativas foi a mudança do chocolate ao leite pelo meio amargo. “Aqui no Líbano, eles acham muito doce o chocolate ao leite”, diz Osman. A troca pelo tipo meio amargo agradou em cheio o gosto da clientela árabe e Osman o tornou padrão para seus brigadeiros. “O que mais vende é o meio amargo, que eu chamo de tradicional”, destaca.
Além do brigadeiro tradicional, Osman tem uma variedade de sabores à disposição do cliente. Os mais populares são caramelo com flor de sal, pistache, nozes, limão, café, chocolate com menta e coco. Apesar da grande quantidade de brasileiros que vive no Líbano, não são eles os principais compradores dos doces de Osman. “Minha clientela maior é libanesa. Eles acham interessante, diferente”, aponta.
Ela diz que iniciou seu negócio com foco nas vendas para eventos. Já fez doces, por exemplo, para seis casamentos. Segundo ela, um evento pode render encomendas de 100 a mil brigadeiros. Hoje, porém, suas vendas estão mais concentradas em caixinhas de vinte unidades, comercializadas para pessoas que querem conhecer o doce. Cada brigadeiro custa US$ 1, mas alguns sabores especiais podem custar US$ 2 a unidade.
As vendas são feitas todas por encomenda e as redes sociais, como Facebook e Instagram, são o principal meio de divulgação da Sweet B. Para o futuro, Osman planeja abrir um café para poder expandir as vendas dos doces.
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Sweet B.
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