Doha – A empresa baiana de sinalizações de trânsito Tráfit entrou recentemente no mercado externo e já estuda instalar uma linha de montagem de semáforos no Oriente Médio. De acordo com o proprietário da companhia, Mário Eugênio, como tratam-se de produtos de grande dimensão, o custo do frete para exportá-los prontos é muito alto.
“Para nós é mais interessante produzir onde os semáforos serão instalados. Além de reduzir os custos, isso ajuda a estimular a economia local”, afirmou o empresário.
A empresa tem um projeto piloto na Nigéria no valor de US$ 2,5 milhões. Segundo Eugênio, se o negócio vingar, o total dos investimentos poderá passar para US$ 25 milhões. A Tráfit começou a exportar no ano passado, por meio de um contrato de fornecimento para a construtora Odebrecht em Angola.
O empresário estuda qual local no Oriente Médio é o ideal para a instalação de uma segunda linha de montagem no exterior. Além de Doha, ele e seus colegas de empresa vão visitar Dubai, nos Emirados, e Riad, na Arábia Saudita. “Tivemos também um contato com o Iraque”, disse Eugênio, que participou do Fórum Empresarial América do Sul-Países Árabes, na capital do Catar.
Ele destacou, porém, que a opção por uma cidade não exclui a instalação de linhas de montagem em outras. “Uma coisa não exclui a outra, nosso interesse é ter [a estrutura] onde tivermos contrato de fornecimento, onde há mercado”, afirmou.
A Tráfit, segundo Eugênio, realiza projetos viários e fabrica diferentes tipos de sinais de trânsito. O carro chefe, porém, são semáforos em formato elíptico, chamados de “casulo, que, além, das luzes verde, amarela e vermelha, podem incorporar cronômetros para indicar quanto tempo falta para a mudança de cor e painéis para mensagens eletrônicas. “O cronômetro ajuda a reduzir em 25% o índice de acidentes nos semáforos”, garantiu.
A empresa criada há sete anos fornece sinalização para municípios em todo o Brasil. Ela emprega 370 funcionários e tem fábricas na Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro.

