São Paulo – Executivo do ramo comercial, há dois anos Paulo Siqueira decidiu empreender e apostou no projeto de uma rede social corporativa, o Workmessage. Com investimento de R$ 350 mil, ele contratou uma empresa especializada na área, a Ksys, para desenvolver o site em mais de 30 línguas, entre elas o árabe. Agora, ele busca parceiros nos países que falam o idioma para vender o seu projeto.
O Workmessage é uma rede social voltada apenas para empresas. O objetivo é integrar funcionários de diferentes companhias, como clientes e fornecedores, por exemplo, sem perder o foco no trabalho.
“Tenho contato com muitos empresários. Eles dizem que quando os funcionários entram em outras redes sociais passam muito tempo falando de assuntos particulares. Em alguns horários específicos, eles chegam a ficar quatro horas em redes sociais, e não são conversas voltadas para o segmento da empresa”, conta Siqueira.
Para começar a usar o Workmessage é preciso ter um CNPJ. No exterior, o site exige uma comprovação local de que o usuário é uma pessoa jurídica. A partir daí, os funcionários da empresa que começou a usar a rede podem enviar convites para seus contatos profissionais. A rede conta com um perfil do usuário e também permite conversas entre os funcionários das empresas. Todo o conteúdo publicado e conversado é monitorado pelas companhias que usam o site.
Além do português e do árabe, o Workmessage pode ser usado em idiomas como inglês, espanhol, alemão, francês e mandarim, entre outros. “O sistema descobre de onde o usuário o está usando e conecta automaticamente para o idioma [do país]”, conta Cioney Giovanella, diretor da Ksys, empresa de Santa Catarina que desenvolveu o site.
Como outras redes sociais, o Workmessage também conta com uma linha do tempo, serviço de troca de mensagens, envio de arquivos e comunicação em vídeo. O uso do site entre os usuários é gratuito e a receita para a empresa que decidir investir no negócio será gerada com a colocação de banners publicitários. “Eles podem ser globais, nacionais ou regionais”, diz Giovanella.
Siqueira tem a patente mundial do Workmessage. Para levar seu serviço ao exterior, o empresário busca parceiros locais. “É preciso um parceiro que conheça a cultura e tenha capacidade de investimento para um desenvolvimento sólido”, afirma. Segundo o empresário, o serviço pode ser levado a qualquer país árabe. “Se o investidor tiver interesse em desenvolver, vamos conversar e ver as possiblidades”, afirmou.
Contato
Workmessage
Paulo Siqueira
E-mail: paulo.asiqueira@terra.com.br
Tel.: (47) 9238-1100


