São Paulo – Mais de 40 empresas brasileiras participam nesta segunda-feira (13) de uma rodada de negócios com companhias de Dubai na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Os empresários dos Emirados Árabes estão no Brasil em missão liderada pela Dubai Export Development Corporation (EDC), órgão de promoção de exportações do emirado, conforme noticiado pela ANBA. As rodadas tiveram início na tarde de hoje e seguem até amanhã (14) pela manhã.
“Tivemos contato com um escritório de advocacia que tem interesse em atender, em parceria, as empresas brasileiras que estão indo para Dubai e também as empresas de Dubai que vêm para o Brasil”, conta Alexandre Siphone, sócio do Caminha, Barbosa, Castro e Siphone Advogados Associados. “Nossa conversa girou em torno de fazer uma parceria entre os escritórios para atuar conjuntamente no atendimento aos clientes”, explicou. Segundo o advogado, seu escritório já está atendendo a uma empresa brasileira que está se instalando no emirado, o que deve adiantar as negociações entre os dois escritórios. A área de arbitragem internacional também deve integrar os negócios entre as duas partes.
A trading brasileira de alimentos Global Brazil Export, que exporta carne, frango, café, ovos e enlatados para o Oriente Médio, veio para a rodada em busca de ampliar seus negócios com as empresas de Dubai. "A perspectiva é boa, mas é um início de um trabalho. A exportação é um processo lento", destacou Alexander Sarwat Zayed, diretor da empresa. Ele conta que sua trading é especializada no mercado árabe, tendo clientes em países como Egito, Líbano, Emirados, Catar, Jordânia, Iraque, Síria e Arábia Saudita. A Global Brazil trabalha com produtos de companhias como JBS, Minerva, Diplomata, Seara, Café Cacique, entre outros.
Já o analista de Comercialização e Negociação no Mercado Externo da Usiminas, Luiz Carlos Crumo, conta que uma das conversas das quais participou pode gerar negócios futuros para a siderúrgica brasileira. A empresa Al Ghurair Iron demonstrou interesse em importar laminados a quente da siderúrgica brasileira. O mercado dos Emirados ainda não faz parte dos grandes importadores dos produtos da Usiminas, que vende principalmente para América do Sul, Europa e Estados Unidos. "É um mercado que tem um potencial grande. Ano que vem, se tivermos uma produção maior de laminados a quente, é um mercado em que vamos tentar desenvolver negócios", destacou.

