São Paulo – Uma das maiores feiras mundiais de alimentos e bebidas, a Sial, que será realizada de 19 a 23 de outubro na França, é uma oportunidade para as empresas brasileiras fecharem negócios também com países árabes. Essa é a opinião de Juarez Leal, coordenador da unidade de Imagem e Acesso a Mercados da Agência de Promoções das Exportações e Investimentos do Brasil (Apex).
“A França tem uma influência muito forte de árabes e a feira costuma ter uma grande visitação de compradores dos países árabes”, afirmou Leal. O pavilhão brasileiro, que vai ocupar um espaço recorde de 1.840 metros quadrados, vai contar com mais de 100 empresas que vão oferecer aos visitantes desde drinks e cafés, até petiscos e refeições para degustação.
De acordo com Leal, dos países árabes, os mais esperados são importadores dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Kuwait. “Carnes, tanto bovina e de frango, frutas e sucos são os produtos mais procurados por eles”, disse. Essa é a quinta participação brasileira na Sial e, segundo Leal, os compradores árabes sempre participam do evento.
A feira, que é realizada a cada dois anos, reúne mais de 5 mil expositores de todos os continentes e recebe cerca de 140 mil visitantes. As empresas brasileiras vão levar uma diversidade de produtos como café, frutas, carnes, biscoitos, lácteos, vinhos, chocolates, alimentos orgânicos e exóticos como a castanha-do-pará, o camu-camu e o açaí.
As novidades no pavilhão brasileiro deste ano vão ser o Espaço Gourmet, que servirá refeições preparadas pelo chef de cozinha Laurent Suaudeau, radicado no Brasil de 1979, e o Bar Brasil, que vai contar com a barista e cafeóloga Eliana Relvas.
Exportações
As vendas externas brasileiras de alimentos e bebidas cresceram mais de 150% nos últimos cinco anos. No ano passado, as exportações somaram US$ 39,5 bilhões, um aumento de 21% em relação a 2006. Os países da Europa foram destino de 36% do valor exportado pelo Brasil no ano passado.
Dos países árabes, a Arábia Saudita foi o maior comprador de alimentos do Brasil, com importações de US$ 951 milhões em 2007, um crescimento de 16%; em seguida vieram os Emirados, com US$ 770 milhões; Egito, US$ 640 milhões; Argélia, US$ 414 milhões e Marrocos, US$ 265,4 milhões. Dos produtos embarcados para os países árabes, 44% foram de carnes, 37% açúcar e 3% café.

