Agência Sebrae
Brasília – Tomate, pepino, alface e cenoura. Além do horário das refeições, essas hortaliças agora podem fazer parte da vida das pessoas no horário do banho. O casal Iuná Chaves e Clementino Câmara, do Rio Grande do Norte, produz sabonete a partir desses produtos, cultivados de maneira orgânica. O interessante é que a produção dos sabonetes foi inserida em uma verdadeira cadeia produtiva em que nada é desperdiçado e todos saem ganhando.
Tudo começa com o cultivo de alimentos orgânicos, que conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Os agricultores são capacitados com aulas em campo para a realização de práticas agroecológicas e também recebem oficinas sobre associativismo. O comércio dos orgânicos é impulsionado pelas feiras realizadas com o apoio do Sebrae e parceiros no Estado.
Mas a hortaliça que sobra no final das feiras nem sempre fica própria para a venda e muitas vezes é jogada fora. É nesse ponto da cadeia que entram Iuná e Clementino, da Orgânica Potiguar. Eles já produzem sabonetes dermatológicos há 20 anos e queriam participar dessas feiras agroecológicas. "Para entrarmos no clima da feira, passamos a produzir os sabonetes orgânicos de hortaliças", conta Iuná. Segundo ela, foram feitas pesquisas e esses produtos só existiam na Europa. "No Brasil, ele é único", diz.
Os sabonetes orgânicos são vendidos em barra a R$ 5 e cada um tem uma propriedade diferente e importante para a pele. O de tomate controla o pH da pele. O de pepino equilibra a umidade. O sabonete de cenoura tem ação antioxidante. E o de alface tem ação suavizante, com propriedade refrescante.

