São Paulo – A produção de veículos automotores caiu 28,9% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgado nesta quinta-feira (05), em São Paulo. Em fevereiro de 2015, foram produzidas 200,1 mil unidades. Em relação ao mês de janeiro, houve queda de 2,3%. No acumulado deste ano, foram produzidos 404,9 mil veículos, 22% a menos do que no mesmo período do ano passado.
“A produção de fevereiro reflete diretamente o desempenho do mercado interno, assim como o das exportações, e mostra forte necessidade de ajuste dos estoques. Nós voltamos à mesma produção de fevereiro de 2009”, destacou o presidente da Anfavea, Luiz Moan.
O licenciamento registrou retração de 28,3% sobre fevereiro de 2014, com a venda de 185,9 mil veículos em fevereiro de 2015. Na comparação com janeiro, houve queda de 26,7%. Nos dois primeiros meses de 2015, as vendas totalizaram 439,75 mil unidades, 23,1% a menos do que no mesmo período de 2014.
“O licenciamento sofreu uma queda substancial e um dos motivos é que tivemos o carnaval em fevereiro, sendo que no ano passado foi em março. Há também o efeito do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados [IPI] e a perda do nível de confiança do consumidor em função da série de ajustes feitos pelo governo”, explicou Moan.
As exportações caíram 7,2% no acumulado do ano, em comparação com o primeiro bimestre de 2014, com 47,568 mil unidades comercializadas. Em fevereiro de 2015, porém, foi registrado crescimento de 9,2% sobre o mesmo mês de 2014 e de 91,8% em relação a janeiro último. “Continuamos sentindo muito a queda das exportações para a Argentina, cujo mercado vem caindo, por isso também sentimos esse reflexo.”
Em fevereiro, estavam empregados no setor automobilístico 142,314 mil trabalhadores, queda de 1,3% sobre janeiro (144,163 mil). Na comparação com fevereiro do ano passado, houve queda de 8,8%. “Nosso empregado é muito qualificado e a última coisa que as empresas gostariam é de perder esses funcionários. Por isso fazemos um grande esforço na manutenção desse emprego qualificado”, disse Moan.

