São Paulo – A maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, a Gulfood, terá 15 empresas em dois estandes organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira entre 26 e 30 de janeiro. Pela primeira vez, a mostra será realizada em dois endereços: no centro de exposições Dubai World Trade Center (WTC) e na Expo City Dubai, local que recebeu a Expo2020, ambos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
No pavilhão dedicado às proteínas estarão expostos os produtos das tradings de proteína Agroexport e Timbro; Mundus Marketplace, uma plataforma B2B do agronegócio, e a Tropicool, que produz derivados de açaí. No pavilhão World Foods estarão as empresas Camap, de produção de amendoins; Stefenoni, que produz café e pimenta; a trading de gengibre, ovos, café e frango Pommer Ginger, a trading Golden Agri, a International Trading, as empresas Ovos Pommer, Ovos Santa Maria, a cooperativa de cafeicultores Cooxupé, a empresa de logística e transporte internacional KPM Logistics e Santa Maria, a M. Dias Branco, que fabrica massas, bolos, biscoitos e snacks. A Invest Paraná representará o agronegócio do estado no estande da Câmara Árabe no evento.
De acordo com informações da Gulfood, a divisão da feira em dois locais é resultado do crescimento do evento, que neste ano terá 195 países representados. O WTC concentrará as empresas e produtos de proteína animal, bebidas, laticínios e óleos. Na Expo City ficarão, entre outras, empresas fornecedoras de grãos, alimentos orgânicos e empresas de logística, entre outros.
Vice-presidente de Relações Internacionais e secretário-geral da Câmara Árabe, Mohamad Orra Mourad afirma que a Gulfood está se consolidando como a terceira maior feira de alimentos do mundo, ao lado de Sial, realizada na França, e Anuga, na Alemanha. Ele avalia que o crescimento da feira e sua divisão em dois centros de exposição proporciona mais oportunidades de negócios às empresas brasileiras.
Ramadã antecipou calendário da Gulfood
“Será mais oportunidade para nós [Câmara Árabe] porque aumentamos nosso espaço, porque a feira cresceu de tamanho, e isso acaba trazendo empresas que trabalham com produtos de maior valor agregado. É uma grande oportunidade de se trabalhar não apenas o mercado árabe e distribuir neles, mas porque muitos países árabes, principalmente do Golfo, são utilizados como plataforma de reexportação”, afirma Mourad.
A edição deste ano foi antecipada em relação ao seu calendário tradicional. Geralmente, é realizada em fevereiro, mas o Ramadã, mês sagrado dos muçulmanos, neste ano ocorrerá entre 17 de fevereiro e 19 de março, o que levou a uma mudança na data do evento. “Isso só ajuda, porque teremos compradores muçulmanos mais presentes nesta feira e tendo a oportunidade de irem às compras, conhecer mais produtos. O Brasil acaba se tornando vitrine para estas empresas”, afirma. Além das companhias que estarão com a Câmara Árabe, instituições setoriais e empresas brasileiras terão estandes próprios na mostra.


