São Paulo – Além de participar da Feira Internacional de Cartum, que ocorre de 02 a 09 de fevereiro na capital do Sudão, o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, que vai representar a entidade na mostra, pretende fazer contatos com representantes do setor privado e do governo do país africano.
De acordo com ele, a agenda sugerida pelo embaixador sudanês em Brasília, Abd Elghani Elnaim Awad Elkarim, inclui reuniões com o ministro da Indústria e Comércio, o governador de Cartum e com diretores da Associação dos Empresários, da Companhia de Zonas Francas e da Associação dos Empreiteiros.
Segundo Alaby, a Associação dos Empreiteiros do Sudão pretende realizar uma missão empresarial ao Brasil no final de março para fazer contatos com construtoras brasileiras. O objetivo é atrair essas companhias para projetos no país africano. Já a Companhia de Zonas Francas é a promotora da feira.
Esta será a sexta vez que a Câmara Árabe participa da mostra em Cartum, que é multissetorial. Além da entidade e do Itamaraty, responsáveis pela organização do estande brasileiro, o espaço vai contar com representantes da Kepler Weber, indústria que produz silos agrícolas, BRFoods, holding que reúne duas das principais marcas brasileiras de alimentos, a Sadia e a Perdigão (Perdix, no mundo árabe), e Grendene, do ramo de calçados.
A feira ocorre pouco tempo depois do referendo sobre a divisão do país entre o Norte, com capital em Cartum, e o Sul, quem tem Juba como capital. Resultado preliminar dá conta de que a independência do Sul foi aprovada com 99% dos votos.
Nesta segunda-feira (31), a rede de TV Aljazeera, do Catar, informou que o vice-presidente do Sudão, Ali Osman Mohamed Taha, reconheceu o resultado e desejou “boa sorte” e um “futuro frutífero” aos sudaneses do sul.
O comércio entre o Brasil e o Sudão vem se intensificando nos últimos anos. Em 2010, as exportações brasileiras à nação africana renderam mais de US$ 100 milhões, um aumento de 3,22% em comparação com 2009. As principais mercadorias embarcadas foram açúcar, implementos agrícolas, fumo e carne de frango.
Além das exportações, empresas brasileiras têm tecnologia e investimentos aplicados no Sudão. A primeira usina de etanol da sudanesa Kenana Sugar Company foi construída pela Dedini, do interior de São Paulo. Já um grupo de Mato Grosso está plantando soja e algodão no país usando sementes desenvolvidas no Brasil.

