Marina Sarruf
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São Paulo – A Câmara de Comércio Árabe Brasileira fará hoje (17) uma homenagem ao seu ex-vice-presidente administrativo, Ramon Semin, que morreu em março de 2004. Ele, que era economista, também foi presidente do Esporte Clube Sírio e será homenageado por contribuir com trabalho voluntário para a Câmara, o clube e o Hospital Sírio-Libanês. Hoje à noite, familiares, amigos e diretores da Câmara Árabe e do Clube Sírio vão receber troféus e medalhas comemorativas em seu nome.
Durante a vida, Semin dividia o trabalho administrativo com jogos de basquete. Apaixonado pelo esporte, aos 75 anos, ele ainda fazia parte do time de veteranos do Clube Sírio. Inclusive, em1979, quando o time profissional venceu o Campeonato Mundial de Basquetebol Interclubes, era ele que estava à frente do clube. Na época, um dos jogadores do time era o Oscar Schmidt, um dos maiores nomes do basquete brasileiro até hoje.
Segundo Rubens Hannun, vice-presidente de marketing da Câmara Árabe e cônsul honorário da Tunísia em São Paulo, um dos sonhos de Semin era fazer um jogo na Tunísia com o time de veteranos do Sírio contra o time de veteranos local. "Infelizmente não deu tempo de ele ver esse desejo realizado", disse Hannun. Mas em março deste ano o time de veteranos de basquete do Sírio disputou uma partida na Tunísia contra a equipe de veteranos do time Etoile. As equipes disputaram o Troféu Ramon Semin, criado pela Câmara Árabe em homenagem ao ex-vice-presidente.
No evento, será entregue um troféu comemorativo à esposa de Ramon, Dayse Dip Semin; quatro medalhas, uma para cada filha do casal, Fernanda, Renata, Cláudia e Flávia; e mais oito para cada jogador do time de veteranos do Clube Sírio, que venceram a disputa na Tunísia.
De acordo com Hannun, essa homenagem também mostra que a integração esportiva pode contribuir com a aproximação entre os árabes e os brasileiros. "Esta homenagem representa um novo caminho para incentivar o comércio pela integração esportiva", afirmou. "Temos a visão de que esse é um caminho muito produtivo e que é preciso incentivar. No esporte não existe uma língua oficial. Cada jogador fala uma língua e tem os seus valores e mesmo assim, eles se entendem. Podemos levar essa linha de integração esportiva para as relações comerciais", acrescentou.

