Marina Sarruf
São Paulo – A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira vai promover a participação de quase 50 empresas brasileiras nas próximas três feiras que serão realizadas nos países árabes: a Big 5 Show, em Dubai nos Emirados Árabe Unidos, voltada para o setor de material de construção; a Jewellery Arabia, em Manama no Bahrein, de jóias; e a Index, do segmento de móveis, também em Dubai.
De acordo com o secretário-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, as feiras são os lugares mais fáceis para os empresários se encontrarem e fazer negócios. Além disso, eles podem ver de perto os produtos oferecidos. "Os empresários que participam das feiras têm a possibilidade de negociar cara-a-cara com o importador e de estabelecer uma relação de amizade, que permitirá parcerias de médio e longo prazo", afirmou.
A que tem o maior número de empresas brasileiras inscritas é a Index, cuja 15ª edição será realizada entre os dias 28 de novembro e 02 de dezembro. "Essa é umas das feiras mais tradicionais do calendário da Câmara Árabe", disse Alaby. A entidade estará presente pela 7ª vez. "A cada ano, aumenta a participação de empresas de diversas regiões do Brasil na feira", acrescentou.
O Brasil terá dois estandes com 850 metros quadrados no total, quase o dobro do ano passado. Ao todo, 38 companhias e entidades vão estar representadas no espaço, que é resultado de uma ação conjunta entre a Câmara Árabe e a Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimóvel).
De acordo com Alaby, a Index é a segunda maior feira do setor no mundo. A primeira é a Hight Point, nos Estados Unidos. Para ele, há uma boa aceitação dos móveis brasileiros nos países árabes, principalmente pelo design e os materiais utilizados, como madeira nobre, MDF e os aglomerados, que são do gosto dos árabes. "Há mercado para todos os tipos de móveis, desde alta qualidade até os populares", afirmou.
Construção
A Big 5 Show, que será realizada entre os dias 16 e 20, é a maior feira do setor de construção do Oriente Médio. Este ano a Câmara Árabe vai participar pela 5ª vez. O estande brasileiro terá 80 metros quadrados e vai contar com a presença de sete empresas e instituições: Soprano, fabricante de ferragens e equipamentos hidráulicos; Braminas, de chapas e blocos de granito; Antigua, de azulejos cerâmicos e esmaltados; GA Pedras, de quartzito e ardósia; Esul, de portas e janelas em madeira; Docol, de metais sanitários; e a Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas).
"O setor de material de construção está em expansão no Golfo Arábico. Até 2010 há previsão de se construir 500 edifícios somente nos Emirados Árabes", disse Alaby. Segundo ele, há boas oportunidades para empresas brasileiras nesse setor. Ele afirmou, inclusive, que em março de 2006 a Câmara Árabe vai organizar uma missão comercial aos países do Golfo que envolve diversos setores, entre eles o de material de construção.
No ano passado, a Big 5 Show recebeu cerca de 34 mil visitantes. Para este ano são esperados mais de dois mil expositores de 50 países. O mercado do setor de construção movimenta anualmente US$ 16 bilhões na Arábia Saudita, US$ 5,2 bilhões nos Emirados Árabes e US$ 1 bilhão no Kuwait.
Jóias brasileiras
Em seguida, do dia 23 ao 27, ocorre a Jewellery Arabia no Bahrein. "É uma feira mais de varejo", disse Alaby. Com o apoio da Câmara Árabe, a mostra está sendo organizada pelo Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos. Até o momento, o estande do Brasil contará com a participação de quatro empresas: Fiamma, Vancox, Talento e Deca Comercial.
Segundo Alaby, a renda per capta do Bahrein é uma das mais altas dos países árabes, chegando a US$ 14,3 mil. "As jóias são produtos que agradam muito as mulheres árabes", disse. "O Brasil tem pedras que não se encontram nos países concorrentes exportadores e o design das jóias brasileira também é um diferencial", acrescentou.

