São Paulo – Caiu em 2011 a quantidade de veículos nacionais licenciados no Brasil em relação a 2010. De acordo com os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgados nesta quinta-feira (05), em 2011 foram licenciadas 2.775.221 unidades, uma queda de 2,8% em relação ao ano anterior. Por outro lado, cresceu 30% a quantidade importados licenciados neste período. Foram 858.027 automóveis. No total, o mercado nacional cresceu 3,4% em 2011, com 3.633.248 veículos licenciados (o que inclui automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões).
A produção e a exportação também cresceram em 2011. Foram produzidos 3.406.150 unidades no País no passado, 0,7% a mais do que os 3.381.728 fabricados em 2010.
As exportações tiveram alta de 7,7%, ao saltar de 502.754 unidades em 2010 para 541.568 em 2011. As exportações somaram US$ 12,3 bilhões, 16,8% a mais do que os US$ 10,53 bilhões de 2010.
Mesmo com este crescimento, a quantidade de veículos exportados foi menor do que a de importados, que em 2011 corresponderam a 23,6% do total de veículos novos licenciados no país.
Em coletiva de imprensa realizada em dezembro, o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, previu que em 2012 as exportações deverão ser menores e ficarão em 510 mil unidades. Ele explicou que as novas tarifas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis importados deverá fazer crescer a demanda pelos nacionais.
Os dados do setor divulgados pela Anfavea nesta quinta-feira mostram queda da participação dos carros bicombustível no total dos licenciamentos, de 86,4% do total em 2010 para 83,1% em 2011, e aumento do licenciamento de veículos movidos apenas a gasolina (de 8,4% para 11%) ou a diesel (de 5,2% para 5,9%).
Também caiu a participação dos modelos com motores 1.0. Em 2010, os automóveis populares foram 50,8% do total licenciado. Em 2011, foram 45,2%. No período foram licenciados mais automóveis com motores entre mil e duas mil cilindradas (de 48% em 2010 para 53,2% em 2011) e acima de duas mil cilindradas (de 1,2% para 1,5%).

