São Paulo – O Catar sonha em ver o mundo árabe novamente na liderança do desenvolvimento científico, como já esteve no passado, por meio de iniciativas como o intercâmbio internacional. Na quinta-feira (09), representantes do país participaram, com o Brasil, Noruega e Cingapura, de uma mesa redonda na Royal Society, em Londres, na Inglaterra, para trocar experiências sobre as áreas da ciência, tecnologia e inovação em cada uma dessas nações. As informações são da Qatar Foundation, entidade que lidera esse movimento no país árabe.
A mesa redonda tratou dos resultados preliminares do estudo de caso do Catar no projeto “Atlas da Ciência e Inovação do Mundo Islâmico”, estudo que mostra as conquistas do progresso científico nos países membros da Organização da Conferência Islâmica (OIC, na sigla em inglês) no Oriente Médio, Ásia e África. A Qatar Foundation é a principal patrocinadora do projeto Atlas, que também está desenvolvendo estudos de caso sobre o Egito, Paquistão e Jordânia.
A delegação do Catar no evento foi liderada pela presidente do conselho administrativo da Qatar Foundation, Moza Bint Nasser, mulher do emir do país, Hamad Bin Khalifa Al Thani. Sua apresentação contou com a participação de jovens pesquisadores e estudantes do país árabe e também da Inglaterra e da França.
Lucia Carvalho Pinto de Melo, presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), instituição ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, foi a responsável pela delegação brasileira; Arvid Hallen, diretor-geral do Conselho de Pesquisa da Noruega, e Low Teck Seng, diretor administrativo da Agência para Ciência, Tecnologia e Pesquisa de Cingapura, comandaram as delegações de seus países.
“No Catar, escolhemos assegurar nosso futuro nos tornando uma economia do conhecimento, um berço de inovação, com base no Oriente Médio, mas global em seu escopo e impacto”, declarou Fathy Saoud, presidente da Qatar Foundation. “Juntando forças com a Royal Society, estamos felizes em trazer alguns dos pensadores mais importantes do mundo nas áreas de ciência, tecnologia e inovação”, completou ele, segundo nota da entidade.
Exposição
A Royal Society abriga também a exposição “Raízes Árabes”, apoiada pela Qatar Foundation, que explica o trabalho de cientistas árabes desde a Idade Média. Ela mostra como esse trabalho moldou os conceitos científicos dos membros da própria Royal Society e da comunidade científica europeia em geral. A exposição irá para Doha, capital do país árabe, em dezembro.

