Previsão é da Associação Brasileira de Cafés Especiais após missão comercial e participação na feira World of Coffee Dubai, em janeiro.
Agronegócio
Vendas totais do Brasil foram recordes em 2023, com expansão também nas trocas com países do Oriente Médio e do Norte da África. Egito e Emirados Árabes são alguns dos principais parceiros do Brasil no setor.
O diretor de Estratégia Global da companhia brasileira, Léo Carvalho, falou à ANBA sobre o Robô Solix, uma tecnologia com inteligência artificial que mora no campo e ajuda na redução de emissões, diminui custos e melhora a eficiência e a sustentabilidade agrícola. A inovação tem lista de espera de 500 fazendas.
Houve expansão nas vendas tanto em receita como em volume, segundo a ABPA. Presidente da instituição, Ricardo Santin avalia que desempenho é resultado de ações de promoção no exterior. Arábia Saudita é o principal importador do produto.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, a receita com as vendas externas somou US$ 166,5 bilhões em 2023, com expansão de 4,8% sobre 2022. Setor foi responsável por 49% da pauta exportadora brasileira.
Empresa Divinut, do Rio Grande do Sul, embarcou 18 toneladas da noz para os sauditas em novembro, e, no fim de dezembro de 2023 enviou o primeiro contêiner para o Egito, com 21 toneladas.
Vendas do Brasil para os dois países cresceram em relação ao mesmo período de 2022, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal. No acumulado de 2023, setor exportou 6,6% a mais do que em 2022.
Neste ano, remessas para o exterior deverão registrar expansão de 6,8% sobre 2022, conforme dados ABPA até novembro. Iraque passou a ser o 10º principal importador do Brasil neste ano. Emirados foram o 2º maior comprador e a Arábia Saudita, o quarto.
Setor agrícola representou o Brasil no dia da Alimentação e Agricultura na COP28. Gedeão Pereira, da CNA, falou sobre os desafios de conciliar a segurança alimentar e energética com a segurança climática.
Embarques totais estão maiores neste ano do que no ano passado. Maiores altas, de acordo com associação que representa o setor, são nos envios para China, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul e México.
Diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, afirma que deve haver aumento da demanda no Oriente Médio, nações asiáticas e africanas.
A maneira como produzimos comida colaborou com a elevação da temperatura do planeta. Agora é preciso mudar o jeito de gerar alimentos para enfrentar as mudanças climáticas. O que podemos fazer? Especialistas dizem que há saída e indicam vários caminhos.
Ricardo Santin, da Associação Brasileira de Proteína Animal, é o primeiro brasileiro a comandar a instituição máxima do setor, com associados que representam 73% da produção mundial de carne de aves.
Os Emirados Árabes Unidos, país que sedia a COP28 a partir desta quinta-feira (30), tem iniciativas voltadas para a produção sustentável de alimentos. Uma delas é a fazenda Bustanica, de onde saem cerca de mil toneladas por ano.

