Brasil embarcou 884,7 mil toneladas à região de janeiro a julho. Países como Arábia Saudita, Emirados e Egito ampliaram as importações.
Agronegócio
Produção de grãos chegará ao recorde de 208,8 milhões de toneladas, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Receitas das exportações somaram US$ 117,8 milhões de janeiro a julho. A quantidade embarcada, porém, caiu 4% no mesmo período.
Houve queda em julho no índice calculado pela FAO, para o menor nível desde setembro de 2009. Derivados de leite e óleos vegetais ficaram mais baratos.
Região respondia por 20% das exportações do frigorífico e caiu para 16% no acumulado de doze meses até junho. Empresa direcionou produtos para Ásia e Norte da África.
Volume exportado em julho é recorde e avançou sobre igual período do ano passado, segundo Associação Brasileira de Proteína Animal. Também houve crescimento na receita em reais.
Segundo dados do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, produção de alimentos permanece bem abaixo dos níveis anteriores ao conflito. Pão está 87% mais caro.
País árabe poderá exportar até 25 mil toneladas adicionais ao bloco por ano. Europeus anunciaram apoio à Tunísia em diferentes áreas.
Brasil vendeu o equivalente a US$ 6,9 milhões de janeiro a junho. Emirados são o principal mercado no exterior.
Compras externas de adubos do Brasil recuaram no primeiro semestre. Associação aponta redução da demanda numa série de lavouras. Países árabes também reduziram vendas.
Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins aponta que foram fechadas 11 mil vagas na produção de açúcar no primeiro trimestre do ano.
Estudo feito pela organização com instituições parceiras aponta que valores devem recuar, mas ainda ficarão em níveis maiores do que no ano 2008, quando começaram a aumentar. Brasil compensará perdas com produtividade.
Egito, Argélia e Emirados, que estão entre os dez maiores importadores do produto brasileiro, fizeram aquisições maiores de janeiro a junho. Mercado egípcio foi o quarto no ranking.
Lavouras terão faturamento bruto de R$ 295,1 bilhões em 2015 e pecuária de R$ 168,1 bilhões, segundo Ministério da Agricultura. Projeção é de redução para a primeira e avanço para a segunda.

