Emirates News Agency*
Dubai – O Centro de Distribuição de Flores de Dubai (DFC), localizado ao lado do Aeroporto Internacional da cidade, o único centro de trasbordo de produtos perecíveis nos países do Golfo, pretende atrair as exportações de flores da Índia, que devem alcançar US$ 1,3 bilhão até 2010.
Segundo o Diretor de Marketing do DFC, Ibrahim Ahli, a localização do centro, sua boa infra-estrutura e sua capacidade de movimentação de 180 mil toneladas ao ano devem atrair exportadores indianos, servindo de pólo para exportações para os países da região, Europa e América.
O DFC fica a apenas quatro horas de avião da Índia e pode servir de ponto de trasbordo para que exportadores mandem suas flores para a Holanda ou outros países Europeus. Como está em uma Zona Franca, exportadores não precisam pagar taxas alfandegárias para cargas que estejam em trânsito.
Entretanto, se pagarem uma taxa alfandegária de 5%, podem exportar suas flores direto para qualquer país do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), que inclui, além dos Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait e Omã.
Segundo Ahli, Dubai também oferece acesso a vários mercados mundiais através das 117 linhas aéreas que voam para o Aeroporto Internacional de Dubai. A cidade também recebe centenas de vôos de grandes cidades indianas a cada semana e de lá saem 95 vôos por semana para o Reino Unido, fazendo do DFC um ponto de trasbordo estratégico para os empresários indianos.
Atualmente a Índia produz 200 mil toneladas de flores e 500 milhões de flores cortadas, segundo informa o Departamento de Desenvolvimento de Exportações de Produtos Agrícolas e Alimentares da Índia (APEDA, na sigla em inglês). O país é o 23° maior produtor de flores do mundo e exporta atualmente o equivalente a US$ 760 milhões.
No DFC as flores são manipuladas em local fechado, garantindo temperaturas adequadas da aeronave até o depósito climatizado. O centro também tem um sistema de rastreamento computadorizado que permite aos exportadores e importadores o acompanhamento do produto e a temperatura enquanto as flores estiverem no centro.
"O DFC serve não apenas para o processamento de flores, mas também para outros produtos perecíveis e que necessitem de câmaras frias, incluindo frutas, verduras e carnes frescas ou peixe," explicou Ahli.
*Tradução de Mark Ament

