São Paulo – A Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (Cepal) reduziu sua previsão de crescimento da economia da região em 2015 para 1%, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (07) pela instituição. A projeção anterior, feita em dezembro, era de um avanço de 2,2%.
Em comunicado, a Cepal informou que a revisão “reflete um panorama global caracterizado por uma dinâmica econômica pior do que a esperada no final de 2014”. O crescimento da economia da região em 2015 ficará próximo ao registrado no ano passado, que foi de 1,1%, segundo balanço da própria organização.
De acordo com a entidade, as previsões de crescimento das economias industrializadas foram revisadas para baixo, com exceção dos Estados Unidos, e os países emergentes estão em ritmo de desaceleração. Soma-se a isso uma maior volatilidade do sistema financeiro internacional, com a adoção de políticas monetárias expansionistas na Europa e no Japão e a expectativa de aumento dos juros nos EUA.
Para a América do Sul, a Cepal prevê crescimento próximo a zero este ano, contra projeção de avanço de 1,8% feita em dezembro. A estimativa para América Central e México é de 3,2%, e para o Caribe, de 1,9%. Segundo a instituição, o fim do ciclo de alta nos preços das commodities afeta negativamente vários países latino-americanos.
A projeção para a América do Sul é mais pessimista porque na sub-região se concentram países produtores e exportadores de matérias-primas, cuja demanda mundial diminuiu. Já as economias mais vinculadas aos Estados Unidos, na América Central e no Caribe, e que se beneficiam da redução do preço do petróleo, tendem a ter um desempenho melhor.
Para a Cepal, os países latino-americanos que deverão ter maior crescimento em 2015 são o Panamá (6%), Antígua e Barbuda (5,4%), e Bolívia, Nicarágua e República Dominicana, os três com expectativa de avanço de 5%.


