Brasília – A China autorizou a retomada das importações de carne bovina brasileira a partir desta quarta-feira (15). A suspensão da compra teve início em 4 de setembro, após a identificação de dois casos de bovinos com Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como mal da vaca louca, registrados em Nova Canaã do Norte, no estado do Mato Grosso, e em Belo Horizonte, em Minas Gerais.
A China é o principal destino da carne produzida no Brasil, respondendo por 48% das vendas internacionais do setor. Em 2020, o total exportado ao mercado chinês superou US$ 4 bilhões.
Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a suspensão foi feita pelo Brasil “em respeito ao protocolo firmado entre os dois países, que determina esse curso de ação no caso de EEB, mesmo que de forma atípica”.
Ainda de acordo com o ministério, os animais desenvolveram a doença “de maneira espontânea e esporádica, não estando relacionada à ingestão de alimentos contaminados”. As autoridades brasileiras acrescentam que não há transmissão da doença entre os animais.
“Retomamos o fluxo normal de exportações para a China, após período de negociação, com trocas de informações e reuniões com equipes das autoridades chinesas. É uma boa notícia para o setor porque [a China] é o principal destino da exportação de carne bovina brasileira. Então, voltamos à situação que estávamos antes da suspensão”, disse nesta quarta-feira (15) o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal.