Brasília – As taxas de juros não devem seguir em ritmo de aumento, como observado nos últimos meses, de acordo com a avaliação do chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel. Essa expectativa é devida à interrupção do ciclo de alta da taxa básica da economia brasileira, a Selic, que serve de referência para os juros cobrados pelos bancos. Na quarta-feira (28), o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu manter a Selic em 11% ao ano.
“Sempre que tem uma mudança no ciclo, tem reação nas taxas ativas. Às vezes não exatamente no mesmo momento. A tendência é que essa elevação das taxas de juros no ritmo que foi observado nos últimos 12 ou 13 meses não se mantenha”, disse Maciel.
Nesta quarta-feira (29), o BC informou que o saldo das operações de crédito no Brasil chegou a R$ 2,777 trilhões em abril, com alta de 0,6% no mês e 13,4% em 12 meses encerrados em abril. A projeção do BC para o ano é que o crédito cresça 13%. No ano passado, a expansão ficou 14,6%. Segundo Maciel, a moderação no crescimento do crédito “é importante em termos de sustentabilidade”.

