Rio de Janeiro – Se as condições climáticas e os preços se mantiverem favoráveis, a produção da safra nacional deve continuar a crescer, atingindo um novo recorde. A afirmativa é do gerente de Agricultura do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), Mauro Andreazzi. O pesquisador comentou o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de maio, divulgado nesta quarta-feira (8), que prevê 161,2 milhões de toneladas para a safra nacional em 2011, volume 7,8% superior ao de 2010 (149,6 milhões de toneladas), que foi recorde.
"Este já é um ano recorde de grãos desde o início do plantio desta safra, em fevereiro, e como as condições climáticas vieram se mantendo, a cada mês a gente vem informando um pequeno acréscimo. E a tendência é que o volume da produção continue aumentando, se as condições climáticas se mantiverem e os preços continuarem a incentivar o plantio". Os dados do LSPA de maio indicaram um aumento de 1,6% no volume da safra em relação à estimativa divulgada em abril.
Também a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou seu levantamento nesta terça-feira. A influência do clima e a ampliação das áreas de cultivo de algodão, feijão, soja e arroz fizeram com que a previsão da safra de grãos 2010/2011 fosse revista mais uma vez para cima, com expectativa de colheita de 161,5 milhões de toneladas.
Em relação à safra 2009/2010, quando foram colhidas 149,2 milhões de toneladas de grãos, houve crescimento de 8,2% (12,2 milhões de toneladas) e, na comparação com o oitavo levantamento, divulgado há um mês, o aumento foi de 1,25%, ou cerca de 2 milhões de toneladas. A área cultivada, entre o ciclo passado e o atual, teve expansão de 3,8% (1,82 milhão de hectares), atingindo 49,2 milhões de hectares.
A presidenta da República, Dilma Rousseff, lançará o Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 no dia 29 de junho, no Palácio do Planalto. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, divulgou a data nesta terça-feira durante o nono levantamento de grãos da safra 2010/2011 da Conab. Já havia sido divulgado anteriormente o aumento de crédito para a agricultura empresarial de R$ 100 bilhões para R$ 107 bilhões.

