São Paulo – O colecionador de discos Henrique Tabchoury doou ao Projeto de Digitalização da Memória da Imigração Árabe no Brasil 22 discos digitalizados, dos quais 17 são árabes e cinco foram gravados em outros países, sobretudo Brasil, mas com canções em árabe. Todos os discos são modelos 78 rotações.
Tabchoury recebeu os originais da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, que os repassou ao colecionador com a condição de que fossem digitalizados para integrar o acervo do Projeto de Digitalização da Memória da Imigração Árabe no Brasil. O projeto busca por reconstruir o acervo da imigração ao Brasil, uma iniciativa da Universidade Saint-Esprit de Kaslik (Usek), do Líbano, com a Câmara Árabe entre os parceiros. São recebidos documentos físicos de famílias, pessoas e instituições, e digitalizados para a composição do acervo. Depois, os documentos são devolvidos aos seus proprietários junto com a versão digital.
Tabchoury afirmou que digitalizar este acerco é uma forma de manter as gravações, pois os discos de 78 rotações são feitos de um material sensível e se quebram com facilidade. “Estes discos são registro da história das pessoas”, afirmou Tabchoury na última quarta-feira (19) ao entregar o pen drive com as gravações à vice-presidente de Marketing da Câmara Árabe, Silvia Antibas.
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