Da redação
São Paulo – Entrou em vigor no sábado (01) o acordo que cria a Área de Livre Comércio Árabe. Segundo informações da Yemen News Agency, o tratado prevê o corte gradual das tarifas aduaneiras até que elas cheguem a zero. De acordo com o site de árabe de notícias econômicas Menareport.com, as autoridades aduaneiras dos países envolvidos já começaram a implementar os termos do documento.
Ao todo, 17 dos 22 países que compõem a Liga dos Estados Árabes já ratificaram o acordo, que foi assinado na Cúpula Árabe realizada em 2001, na Jordânia. Por enquanto estão de fora a Argélia – mas que já está em processo de adesão ao novo bloco -, a Mauritânia, Somália, Djibuti e Ilhas Comores. Fazem parte do acordo a Arábia Saudita, Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Marrocos, Omã, Palestina, Catar, Síria, Sudão e Tunísia.
De acordo com o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Musa, o principal objetivo da criação da área de livre comércio é elevar o padrão de vida na região. Segundo informações do jornal Khaleej Times, dos Emirados, o comércio entre os países árabes representa apenas 9% do total do comércio dessas nações com o mundo. Se tudo correr como planejado, espera-se que em três anos o percentual suba para mais de 60%.
Em entrevista ao Khaleej Times, o secretário-geral para assuntos econômicos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Taha Al Tayeb Omair, acrescentou que, com a implementação do acordo, os países árabes deverão atrair mais de US$ 700 bilhões em investimentos estrangeiros em menos de três anos.
"Sabemos que tem muita gente cética sobre o acordo, mas nosso objetivo deve ser provar que eles estão errados", declarou. Ele reconheceu, no entanto, que a implementação total do tratado não será tarefa fácil e vários obstáculos poderão atrasar o projeto.
Omair acrescentou que países mais industrializados e com vocação exportadora, como o Egito, a Jordânia e os Emirados, deverão ser os principais beneficiados pelo tratado. Mas outras nações já começaram a se movimentar. De acordo com a Yemen News Agency, o diretor-geral de comércio exterior do Ministério da Indústria e Comércio do Iêmen, Jazem al-Najar, disse que o governo local vai começar já a reduzir tarifas até que elas cheguem a zero em 2010.

