Agência Brasil
Brasília – De hoje (12) a sábado (15), Salvador deve funcionar como uma extensão do continente africano. É que a capital baiana sedia a 2ª Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora (Ciad), que vai reunir intelectuais, representantes da sociedade civil e tomadores de decisão para discutir temas de interesse da África e dos afro-descendentes, como saúde, educação, religião, comércio, ciência e tecnologia.
A conferência, cuja primeira edição ocorreu em Dacar, no Senegal, em outubro de 2004, termina no sábado (15) com o Fórum de Diálogos África-Diáspora. São esperadas personalidades como a ecologista queniana Wangari Maathai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2004, e o presidente da Comissão da União Africana, Alpha Oumar Konare.
A diáspora – segundo a Fundação Palmares, os cerca de 12 milhões de africanos que foram espalhados pelas Américas pelo tráfico de escravos – é o outro assunto da conferência. Diáspora, do grego Diasporá, significa neste contexto a dispersão desses povos em virtude da perseguição de grupos dominadores intolerantes, de acordo com o Dicionário Aurélio.

