São Paulo – Expandir o comércio de serviços na África pode ajudar a criar mais empregos e impulsionar o crescimento dos países do continente. É o que aponta o relatório Desenvolvimento Econômico na África 2015, divulgado na quinta-feira (09) pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês).
O relatório também destaca a importância que a formulação de uma política continental em relação aos serviços financeiros teria no aumento da produtividade econômica e no combate à redução da pobreza.
“A África precisa integrar suas políticas para o setor de serviços, para que possa aproveitar seu potencial de geração de crescimento e transformação econômica”, afirmou Mukhisa Kituyi, secretário-geral da Unctad, segundo comunicado da instituição.
“Além disso, o impacto de um acordo de livre comércio continental somente será significante para a África se os serviços estiverem abertos em paralelo ao comércio de mercadorias. Isso porque os serviços, como transporte e armazenamento, são componentes necessários do comércio de mercadorias”, explicou.
De acordo com o documento da Unctad, o estabelecimento de um acordo de livre comércio, que esteve na agenda da cúpula da União Africana no mês passado, é uma oportunidade única para as nações africanas alinharem suas políticas já existentes nos âmbitos nacional, regional e global sobre comércio de serviços.
Em nível nacional, o relatório recomenda que o comércio de serviços seja priorizado nos planos de desenvolvimento dos países. Em nível regional, o documento aponta que uma maior coerência poderia ser alcançada com a criação de um mecanismo pan-africano para consulta e com a coordenação contínua de uma agenda comum, que levasse em conta preocupações relativas ao comércio de serviços que surgirem dentro dos países e da União Africana.


