São Paulo – A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 4,1 bilhões no mês de agosto e acumula saldo positivo de US$ 30,5 bilhões nos sete primeiros meses deste ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (01) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O superávit do ano é quase cinco vezes superior ao do mesmo período de 2015 e o mensal é 53,9% maior do que o de agosto do ano passado.
No mês passado, as exportações brasileiras somaram US$ 16,9 bilhões e as importações, US$ 12,8 bilhões. Pela média diária, as vendas externas subiram 0,2% sobre agosto do ano passado, mas caíram 5% em relação a julho. Já as compras internacionais recuaram 8,3% sobre igual período de 2015 e 0,2% em relação ao mês anterior, também pela média diária.
Em relação a agosto de 2015, caíram as exportações brasileiras de produtos básicos, em 9,8%, mas aumentaram as de semimanufaturados, em 13,6%, e as de manufaturados, em 7,6%. No grupo que teve o maior aumento, dos semimanufaturados, pesou principalmente o avanço das vendas de açúcar bruto, ouro em forma semimanufaturada, alumínio bruto, madeira serrada, ferro-ligas, e semimanufaturados de ferro e aço.
No caso dos manufaturados, o crescimento ocorreu principalmente por causa de açúcar refinado, veículos de carga, aviões, automóveis de passageiros, máquinas para terraplanagem, tratores, óxidos e hidróxidos de alumínio, calçados, e motores e geradores elétricos. Já a queda nas exportações de básicos teve como causa principal a menor receita nas vendas de soja em grão, carne bovina, carne de frango, petróleo bruto, café em grão e farelo de soja.
O Oriente Médio teve um avanço expressivo nas compras em agosto, de 32,8%, por causa de compras de açúcar, milho em grão, soja em grão, automóveis de passageiros, cobre em barras, tubos de ferro fundido, pedras preciosas e semipreciosas, chassis de motores, bovinos vivos, fumo em folhas e óleo de soja bruto. Também houve avanço nas exportações à União Europeia, em 11,4%, e ao Mercosul, em 0,4%. Para os demais destinos, as vendas internacionais recuaram.
Na queda das importações em agosto influenciaram as compras menores de bens de capital, em 31,5%, combustíveis e lubrificantes, bens de consumo e bens intermediários. Os maiores fornecedores foram Estados Unidos, China e Alemanha.
No acumulado do ano, as exportações somaram US$ 123,5 bilhões e recuaram 3,8% sobre os sete primeiros meses do ano passado. As importações somaram US$ 91,2 bilhões de janeiro a agosto. Foram destaque nas vendas externas os produtos semimanufaturados, que tiveram aumento de receita com embarques. Caíram as exportações de básicos e manufaturados.


