Brasília – O Brasil deve produzir ao menos 200,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2014/2015, de acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O número corresponde a um crescimento de 7,06 milhões de toneladas (3,6%) na comparação com a safra anterior, quando foram produzidas 193,6 milhões de toneladas de grãos.
Na comparação com o último balanço da produção de grãos, divulgado no mês passado (198,54 milhões de toneladas), a Conab aumentou a previsão de colheita em 1,1%. A companhia corrigiu a estimativa de cultivo de algodão, amendoim, arroz, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale.
De acordo com a Conab, a produção de soja é mais uma vez responsável pelo crescimento da produção de grãos do País, com avanço de 9,5%, o que representa 8,16 milhões de toneladas. Ao todo, devem ser produzidas 94,3 milhões de toneladas do grão. A área estimada de plantio desta safra é de 57,33 milhões de hectares, praticamente o mesmo patamar utilizado na safra anterior.
A estimativa de produção de milho, segundo a Conab, teve redução de 4,3%, o que representa 1,36 milhão de toneladas a menos em comparação com a safra anterior, de 31,65 milhões de toneladas. O sétimo levantamento da safra de grãos 2014/2015 foi feito entre os dias 23 e 27 de março.
IBGE
No Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou também nesta sexta-feira o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. A expectativa, pelos dados do instituto, é que o País encerre 2015 com uma produção agrícola de 199,7 milhões de toneladas. A estimativa é 0,1% superior à divulgada no mês passado.
O IBGE calcula a produção com base no ano civil, ao passo que a Conab considera o ano-safra, que vai de abril a março do ano seguinte.
Segundo o IBGE, caso sua projeção se confirme, o País terá safra de cereais, leguminosas e oleaginosas 3,6% maior do que em 2014. São esperados aumentos na produção de duas das três principais lavouras de grãos: arroz (0,9%) e soja (9,7%). Por outro lado, a estimativa é que haja uma redução de 3,7% na produção do milho.

