Brasília – O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu nesta quinta-feira (22) que a população terá mais empregos em 2012. Além disso, a família brasileira deverá manter o consumo, sem exageros, porque o governo adotará as medidas necessárias para enfrentar os reflexos da crise global no Brasil. "A condição do brasileiro só vai melhorar", disse, ao fazer um balanço da economia brasileira em 2011 e falar das perspectivas para o ano que vem.
Guido Mantega destacou ainda que o principal desafio do governo em 2012 é melhorar as condições de vida da população e evitar o contágio da crise internacional. De acordo com ele, a situação global pode se agravar com maiores consequências para o País. O ministro destacou ainda a necessidade de serem adotadas medidas que aumentem a defesa comercial ante a crise, que tem aumentado a concorrência dos produtos importados com os nacionais.
O ministro fez um balanço positivo sobre a economia brasileira em 2011. De acordo com ele, o País chega ao final do ano superando os reflexos da crise que atinge a economia global. "Felizmente, o Brasil conseguiu atravessar este ano com excelente resultado econômico. Vamos terminar o ano como o sexto maior Produto Interno Bruto (PIB) mundial, com US$ 2,4 trilhões. Passamos a Itália e agora, diante de nós, temos os grandes. Poderemos passar a França nos próximos anos", disse.
Segundo Mantega, o cenário de crise internacional favorece o crédito e os juros. Isso porque, na avaliação de Mantega, com um crescimento menor no mundo e a redução de pressões inflacionárias, será possível praticar taxas reduzidas no mercado financeiro. "Na crise, os juros costumam ser menores. Essa é a tendência e favorece a queda dos juros", informou.
Sobre o crescimento da economia em 2011, Guido Mantega avaliou que a crise econômica global reduziu "um pouco o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil, de 0,5 ponto percentual a 1 ponto percentual. Assim, a economia brasileira deverá crescer até 3,5% neste ano, pouco mais do que estima o Banco Central (3%). No ano que vem, o Ministério da Fazenda espera um crescimento entre 4% e 5%".

