São Paulo – A conferência ‘Brasil e o Oriente Médio: criando novos padrões de conexão?’ irá abordar as possibilidades de cooperação diplomática e comercial entre as duas partes após as revoluções populares iniciadas em 2011 nos países árabes, a chamada Primavera Árabe. O evento é organizado pelo Instituto de Relações Internacionais (IRI) da Universidade de São Paulo (USP) e acontece nos dias 19 e 20 deste mês. O encontro contará com palestrantes brasileiros e estrangeiros.
“O principal papel que o Brasil pode ter [em relação aos países do Oriente Médio] é sua atuação nos organismos da ONU, nas votações da Assembleia Geral e da comissão de Direitos Humanos, além do abrigo aos refugiados e da formação da opinião pública”, avalia Arlene Clemesha, professora de História e Cultura Árabe da USP e uma das organizadoras do evento.
Entre os palestrantes da conferência estão Pedro Dallari, diretor do IRI; Maria Hermínia Tavares de Almeida, ex-diretora e professora de Relações Internacionais do IRI; Hussein Kalout, especialista em assuntos do Oriente Médio e Relações Internacionais e membro do Centro Weatherhead de Relações Internacionais da Universidade Harvard; Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre a Síria na ONU; e Guilherme Casarões, professor de Relações Internacionais na Fundação Getúlio Vargas e na Escola Superior de Propaganda e Marketing, entre outros.
O encontro irá abordar a situação política dos diferentes países árabes após as revoluções sociais. Os temas dos painéis serão: Qual o papel dos atores estrangeiros no Oriente Médio e Norte da África; Transações bem sucedidas e fracassadas: o que pode ser aprendido delas?; Crises e conflitos: Líbia e seus impactos no Maghreb; Lidando com violações de direitos humanos: a guerra na Síria; Crises e conflitos: uma saída para a questão palestina?; Desafios econômicos e sociais das reformas árabes e a experiência brasileira; Desenvolvendo interações na sociedade civil; e Dinâmicas das relações bilaterais e multilaterais: em busca de soluções para as crises atuais.
Segundo Clemesha, é possível sim ao Brasil ter uma influência em países da região, como Síria, Líbia e Tunísia. “Acho que qualquer posicionamento do Brasil tem sua influência. O Brasil é um ator global. Suas declarações e seus acordos têm seu peso”, aponta. Para a historiadora, com a Tunísia, por exemplo, é possível manter uma cooperação por meio de acordos comerciais ou acadêmicos. “A Tunísia é o único país [da região] que aponta para uma transição”, afirma. “Por ser um país onde a transição acontece é onde a colaboração entre a sociedade civil brasileira e tunisiana é potencialmente mais frutífera”.
De acordo com a historiadora, a visão dos países árabes sobre o Brasil também será tratada na conferência. “A imagem dos Brasil é positiva na maioria dos países árabes”, destaca.
Serviço
Conferência Brasil e o Oriente Médio: criando novos padrões de conexão?
Dias 19 e 20 de outubro, a partir das 09h
Local: Instituto de Relações Internacionais da USP
Avenida professor Lúcio Martins Rodrigues, s/n travessas 4 e 5, São Paulo
A participação é livre a todos os interessados, mas a organização pede que seja feita inscrição prévia pelo e-mail eventos.iri@usp.br, informando nome e RG.
A programação completa está disponível no link www.facebook.com/events/1000813279940809/.


