São Paulo – Após a inauguração do Burj Dubai, rebatizado de Burj Khalifa, na última segunda-feira, o site AMEInfo, de notícias econômicas sobre o mundo árabe, resolveu fazer um levantamento sobre em que pé estão diferentes projetos de prédios gigantes anunciados nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) na última década.
O GCC inclui, além dos Emirados Árabes Unidos – onde está o Burj Khalifa, hoje o maior edifício do mundo, com 828 metros de altura -, a Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait e Omã. Os empreendimentos foram anunciados durante as fases mais aquecidas do boom imobiliário da região e alguns sequer saíram do papel.
Um exemplo, segundo o AMEInfo, é a Nakheel Tower, em Dubai, também conhecida como Al Burj (“burj” quer dizer “torre” em árabe). A obra da incorporadora Nakheel foi projetada para atingir 1.050 metros de altura, superando o Burj Dubai, construído pela rival Emaar.
Inicialmente, em 2003, a idéia era que a torre fosse a peça central da ilha artificial Palm Jumeirah, mas sua localização foi alterada várias vezes. Em janeiro de 2009 o projeto foi postergado, devido a dificuldades financeiras, e em dezembro do ano passado, de acordo com o AMEInfo, foi cancelado após a moratória da Dubai World, controladora da Nakheel.
O empreendimento abortado, porém, deve ser lembrado ainda por muito tempo, já que uma das estações do novíssimo metrô de Dubai leva o nome de Nakheel Harbour & Tower. A incorporadora pagou pelo direito de dar o nome à estação, que fica próxima ao local onde a torre seria construída.
Burj Mubarak Al-Kabir, Kuwait
Peça central do Madinat Al-Hareer, a “Cidade da Seda”, no Kuwait, o Burj Mubarak Al-Kabir está previsto para ter uma altura de 1.001 metros, em homenagem às Mil e Uma Noites.
Pelo projeto, o edifício incluirá nove “bairros” verticais de 30 andares, com apartamentos, escritórios e hotéis, ligados por “praças” de quatro andares. As obras, no entanto, andam lentamente e há dúvidas sobre o cronograma inicial, que previa a conclusão em 2016, de acordo com o AMEInfo.
Doha Convention Centre and Tower, Catar
O Doha Convention Centre and Tower, da Qatari Diar Real Estate Investment and Development Company, foi projetado para ter 500 metros de altura, com 105 andares.
O edifício, de uso misto (residencial e comercial), deve incluir, pelo projeto, 300 quartos de hotel, 80 quartos em flats e 300 apartamentos residenciais. O centro de convenções, ao lado da torre, foi previsto para ter 100 mil metros quadrados de espaço. O empreendimento, porém, está parado, segundo o AMEInfo.
Kingdom Tower, Arábia Saudita
A Kingdom Tower será construída em Jeddah, na costa do Mar Vermelho, e a proposta inicial era que alcançasse a altura de uma milha, ou cerca de 1,6 mil metros. No entanto, o desenho final mostra uma altura mais próxima de 1,4 mil metros.
A torre, desenvolvida pela Kingdom Holding Company, do príncipe Al-Waleed Bin Talal, um dos homens mais ricos do mundo, deve receber investimento de até US$ 10 bilhões. Três empresas especializadas em projetos arquitetônicos estão participando da licitação para desenhar o edifício. A incorporadora já foi escolhida, é a Emaar, a mesma do Burj Dubai.
Já existe uma Kingdom Tower em Riad, a capital do país, também da Kingdom Holding. O prédio de 310 metros de altura, de arquitetura arrojada, se destaca na paisagem da cidade. Ele foi concluído em 2002 e teve custo de 1,72 bilhão de riais sauditas (US$ 458 milhões pelo câmbio atual).
Pentominium, Dubai
O Pentominium, que está sendo construído na Dubai Marina, será, pelo projeto, o edifício residencial mais alto do mundo. O prédio com 124 andares pretende oferecer os apartamentos “mais luxuosos do mundo”.
*Com tradução de Mark Ament

