Silwan Abbassi*
Brasília – O chefe do Conselho para a Unidade Econômica Árabe (CAEU), Ahmad Jweili, quer investimentos árabes no Sudão para promover o desenvolvimento do país, segundo informações do jornal Al-Sharq, do Catar. De acordo com Jweili, o Sudão é o "celeiro árabe" e tem riquíssimos recursos naturais, oferecendo grandes oportunidades para investimento na agricultura, indústria, no setor de carnes e pescados, em petróleo, entre outras áreas.
Segundo ele, estas áreas podem gerar grandes benefícios não só ao Sudão, mas também a todos os países árabes. Para Jweili, a criação do Ministério do Investimento do Sudão é um grande passo. Ele acrescentou que o Sudão é um dos poucos países árabes que fornecem dados completos sobre seus projetos existentes.
O Egito é um dos países que demonstram grande interesse em investir no Sudão. Segundo o chefe do CAEU, também há grande necessidade de obras de infra-estrutura, incluindo pontes, ruas e ferrovias, essenciais para um país que tem uma área de 2,5 milhões de quilômetros quadrados.
O Sudão tem um plantel de aproximadamente 134 milhões animais, o maior entre os países Árabes. Este importante setor também necessita de grande investimento para ser desenvolvido.
Jweili acrescentou que o Egito pretende criar uma faculdade de agricultura, afiliada à Universidade de Alexandria, no Sudão.
Ele disse ainda que há no país uma série de projetos nos campos de energia, eletricidade, serviços e educação. Estes setores foram mencionados no dossiê Investimento Necessário para o Desenvolvimento do Sudão.
O CAEU foi criado em 1964 para implementar o Acordo da Unidade Econômica Árabe (AEUA), assinado em 1957 por 12 países membros da Liga Árabe (Egito, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbia, Mauritânia, Palestina, Somália, Sudão, Síria e Iêmen – que na época era separado em dois países, tendo sido reunificado em 1990).
As metas da CAEU são promover a liberdade de movimento de indivíduos e capital árabes entre os países do bloco, a livre movimentação de bens domésticos e importados, livre residência, trabalho e atividade econômica, livre transporte e trânsito e também livre propriedade.
*Tradução de Mark Ament, com informações da redação da ANBA

