Algérie Presse Service*
Argel – Segundo o ministro do Emprego e Solidariedade Nacional da Argélia, Djamel Ould Abbas, a construção da uma rodovia que cortará a Argélia de leste a oeste, percorrendo cerca de mil quilômetros, com prazo de entrega para 2009, gerará mais de 77 mil empregos.
Na cerimônia de assinatura de um acordo entre seu departamento e duas empresas responsáveis pela construção, a japonesa COJAAL e a chinesa CITIC CRCC, permitindo o início das obras, Abbas declarou que "serão criados 77.122 empregos na fase inicial da construção, entre eles 54.776 empregos para argelinos e 22.346 para japoneses e chineses".
Dos empregos que serão gerados, detalhou o ministro, "71% irão para engenheiros, técnicos qualificados, pedreiros e trabalhadores argelinos sem qualificação, enquanto os outros 29% serão trabalhadores chineses e japoneses". Segundo o ministro, "à medida que o projeto for se desenvolvendo, serão gerados outros empregos". Segundo Abbas, a rodovia terá também "áreas de descanso e postos de serviços, entre outros negócios, em ambas as direções, permitindo com que seja criado um grande número de microempresas".
Este megaprojeto é considerado o maior da África, segundo o ministro. A rodovia vai cruzar 19 províncias, começando em El-Tarf (no extremo oriente) e terminando em Tlemcen (extremo ocidente), e vai mobilizar "elevados" recursos humanos e financeiros em suas três fases, acrescentou Abbas. "A primeira fase será o lançamento da obra, a segunda o treinamento de técnicos e engenheiros chineses e japoneses e a terceira parte será a execução da obra", explicou o ministro.
O consórcio japonês COJAAL vai construir um trecho de 399 quilômetros entre Bordj Bou Arréridj e a fronteira da Tunísia. Já a empresa chinesa CITIC CRCC será responsável pela construção do trecho central e ocidental da rodovia, entre Bordj Bou Arréridj e a fronteira do Marrocos, que terá comprimento de 528 quilômetros.
*Tradução de Mark Ament

