São Paulo – No primeiro semestre de 2011, os contratos de construção assinados na Arábia Saudita somaram 84,2 bilhões de riais (US$ 22,4 bilhões). O volume representa aumento de 156% sobre o mesmo período de 2010. A informação é do jornal Gulf News, de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Segundo a publicação, o Índice de Contratos de Construção da Arábia Saudita atingiu 205,3 pontos nos seis primeiros meses de 2011, contra 80,36 pontos no primeiro semestre do ano passado.
“Isso reflete a robustez da indústria de construção nos últimos seis meses, principalmente devido à implementação do orçamento anual e dos decretos do rei Abdullah”, afirmou Saeed Al Shaikh, CEO do National Commercial Bank, de acordo com o jornal.
No segundo trimestre de2011, os contratos de construção somaram 34,5 bilhões de riais (US$ 9,3 bilhões), o que representa aumento de 43% sobre o segundo trimestre de 2010, quando o volume chegou a 24,2 bilhões de riais (US$ 6,5 bilhões).
O rei saudita Abdullah Bin Abdul Aziz afirmou recentemente que vai investir 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, ou cerca de US$ 130 bilhões, em habitação popular, geração de empregos e treinamento, benefícios para trabalhadores desempregados e uma série de outras medidas sociais e econômicas.
“Ainda assim, a disparidade entre oferta e demanda continua aumentando no setor de habitação”, afirmou Mike Williams, diretor sênior e gerente de pesquisa e consultoria da CB Richard Ellis. “O preço ainda é o maior obstáculo à compra de imóveis residenciais pelos cidadãos sauditas”, disse ele. “A Arábia Saudita tem o maior mercado imobiliário do GCC (Conselho de Cooperação do Golfo), mas tem também o mercado hipotecário menos desenvolvido do bloco econômico, por isso é baixa a quantidade de imóveis residenciais ocupados pelos proprietários”, concluiu ele, segundo o Gulf News.
Com uma alta taxa de crescimento populacional e taxa de desemprego estimada em 10% (levando em conta apenas os cidadãos nascidos no país), a criação de empregos, principalmente no setor privado, está se tornando uma questão cada vez mais importante para o governo saudita, explica Williams. Hoje, só uma em cada dez vagas de emprego no setor privado é ocupada por um saudita.
Energia
De acordo com levantamentos recentes, a maior economia do Oriente Médio deverá investir quase US$ 100 bilhões na expansão de sua capacidade de produção de energia elétrica durante a próxima década. A previsão inclui construção de novas usinas, expansão de usinas existentes e melhorias nos sistemas de distribuição do país.
De acordo o jornal, a demanda por eletricidade do país árabe deverá crescer em média 8% ao ano, devendo passar do nível atual de 44 mil megawatts para 121 mil megawatts em 2032. Os planos para o setor incluem uma usina térmica no porto de Yanbu, no Mar Vermelho, com capacidade de geração de 850 megawatts e custo de US$ 1,5 bilhão. A maior usina de energia e dessalinização do mundo deverá ser construída em Ras Al Zor, no leste do país, a um custo de US$ 2,4 bilhões. O projeto deverá ser concluído no final de 2013 e a usina deverá ter capacidade de geração de 2,8 mil megawatts.
*Tradução de Gabriel Pomerancblum

