Brasília – De janeiro a junho, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) acumula déficit primário de R$ 1,598 bilhão. Em valores reais (corrigidos pela inflação), o resultado é o pior para os seis primeiros meses do ano desde a criação da série histórica, em 1997. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (30) pela Secretaria do Tesouro Nacional.
O déficit primário representa o resultado negativo das contas públicas antes do pagamento dos juros da dívida. Em junho, o Governo Central registrou déficit de R$ 8,206 bilhões, também o pior resultado para o mês em valores reais. O déficit no mês passado anulou o superávit primário de R$ 6,626 bilhões acumulado de janeiro a maio.
Segundo o Tesouro Nacional, a queda na arrecadação é principal causa para o desempenho negativo. De janeiro a junho, as receitas líquidas caíram 3,3%, descontada a inflação. As despesas totais, no entanto, ficaram estáveis, subindo 0,5%.
As dificuldades em cortar gastos e em aumentar as receitas fizeram a equipe econômica reduzir para R$ 8,7 bilhões, 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB), a meta de superávit primário para 2015, a economia para pagar os juros da dívida. Desse total, 0,10% (R$ 5,8 bilhões) correspondem ao Governo Central.
Para o cálculo total das contas públicas, é necessário ainda incluir os números dos estados, municípios, empresas públicas e outras instituições estatais.

