Da redação*
São Paulo – As cooperativas agrícolas brasileiras exportaram no ano passado 5,,3 milhões de toneladas , o que representou um crescimento de 5,8% em relação a 2002. É o que revela o balanço elaborado pela Gerência Tècnica da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) acrescentando que as vendas externas das cooperativas resultaram em uma receita de US$ 1,3 bilhão,um crescimento de 19% comparado ao ano anterior.
De acordo com o assessor técnico da OCB, Júlio Pohl, as exportações diretas de cooperativas superaram as expectativas do mercado devido à condição favorável do câmbio, que se manteve estável, e à contínua diversificação de produtos, principalmente soja e seus derivados.
Entre os produtos de cooperativas mais procurados no mercado internacional, estão a soja triturada; o açúcar; o óleo de soja; a carne de frango; o café e o milho. No total exportado, a soja e seus derivados apresentaram um acréscimo de 42% em relação a 2002 e somaram US$ 581 milhões.
O açúcar, que apesar de registrar uma redução de 18%, foi responsável por uma receita de US$ 275 milhões.
Novos mercados
As carnes de frango e suína somaram US$ 253 milhões e registraram um aumento de 30%. O grupo de produtos que inclui uvas frescas, suco de laranja, milho e álcool aparece com um total de US$ 112 milhões e aumento de 26%. O café, por sua vez, registrou um acréscimo de 18% em suas exportações e totalizou US$ 82 milhões.
"Também houve a abertura de novos mercados. Países como a China e a Alemanha aumentaram as importações de produtos brasileiros de cooperativas", informa o assessor da OCB.
Segundo ele, a Alemanha comprou cerca de US$ 177 milhões em produtos de cooperativas e praticamente duplicou sua importação. A China aparece como segundo maior comprador com US$ 156 milhões e um aumento de 61% nas importações. Os produtos de maior interesse daquele país são a soja triturada e o óleo de soja. Ainda no mercado asiático, Hong Kong e Coréia do Sul também se destacaram como países importadores.
Países árabes
O açúcar é o produto mais procurado pelos Emirados Árabes Unidos, terceiro maior comprador, no total foram exportados US$ 102 milhões com um acréscimo de 4% em relação a 2002.
"Neste ano, caso sejam mantidas as mesmas condições favoráveis, é possível uma melhora nas vendas de carnes e as cooperativas devem manter seu crescimento", estima Júlio Pohl.
Para ele, as cooperativas terão a oportunidade de ampliar sua participação nos mercados internacionais com o aumento da demanda de carne de frango e bovina ocasionada pela gripe aviária e pelo mal da vaca louca, que assola países concorrentes do Brasil e produtores destas mercadorias.O balanço das exportações brasileiras nos primeiros meses do ano deve ser anunciado em agosto pela Secretaria da Receita Federal (SRF), do Ministério da Fazenda.
* com informações do site da Ocepar

