São Paulo – A corrente comercial de produtos não petrolíferos dos Emirados Árabes Unidos somou 534,1 bilhões de dirhans (US$ 145,4 bilhões) no primeiro semestre, contra 521,8 bilhões de dirhans (US$ 142 bilhões) no mesmo período do ano passado, um aumento de 2,36%, de acordo com dados da Autoridade Alfandegária Federal do país (FCA, na sigla em inglês). As informações foram publicadas nesta segunda-feira (30) pela Emirates News Agency (WAM).
As importações dos Emirados totalizaram 337,6 bilhões de dirhans (US$ 92 bilhões), ante 340,6 bilhões de dirhans (US$ 92,7 bilhões) nos seis primeiros meses de 2014, uma queda inferior a 1%. Ouro e objetos de ouro foram os principais itens importados no período, com uma participação de 15% no total, ou 50,7 bilhões de dirhans (US$ 13,8 bilhões), segundo a FCA.
Em seguida, entre as principais mercadorias importadas, aparecem veículos, com participação de 7,3%; diamantes, com 6,5%, telefones celulares, com 5%; e ornamentos, joias e outros metais preciosos, com 4%.
Na outra mão, as exportações de produtos não petrolíferos dos Emirados somaram 81,4 bilhões de dirhans (US$ 22,16 bilhões) no primeiro semestre de 2015, um crescimento de 28% em relação ao mesmo período do ano passado.
Neste caso, o ouro também aparece no topo da pauta, com 35% do total; seguido de alumínio bruto, com 11% de participação; joias e ornamentos, com 9%; polímeros de etileno em formas primárias, com 4%; e fios de cobre, com 2%.
“O comércio de produtos não petrolíferos dos Emirados aumentou de forma significativa nos últimos anos em função do crescimento cada vez maior do país, apoiado por uma política comercial flexível adotada pelo governo”, disse o diretor da FCA, Ali Al Kaabi, de acordo com a WAM.
As receitas com as reexportações realizadas pelos Emirados totalizaram 115,2 bilhões de dirhans (US$ 31,36 bilhões) nos seis primeiros meses deste ano, um recuo de 2% em comparação com o mesmo período de 2014.
Os principais itens reexportados foram diamantes, respondendo por 21% do total; depois, joias e ornamentos, com 9,9%; automóveis, com 9,8%; telefones celulares, com 6%; e peças para aeronaves, com 2%.
Segundo a FCA, países da Ásia, Oceania e Pacífico são os principais parceiros comerciais dos Emirados no que diz respeito aos produtos não petrolíferos, respondendo por 42% do total; seguidos pela Europa, com 25%; Oriente Médio e Norte da África, com 17%; das Américas, com 10%; da África Central e Ocidental, com 4%; e da África Oriental e Austral, com 3%.
Brasil
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil (MDIC), o comércio do Brasil com os Emirados, incluindo o petróleo e derivados, somou US$ 1,578 bilhão no primeiro semestre, um aumento de 3% em comparação com o mesmo período do ano passado.
As exportações brasileiras totalizaram US$ 1,289 bilhão, um crescimento de 8% na mesma comparação. Os principais itens embarcados foram carne de frango, óxidos de alumínio, açúcar, minério de ferro e ouro (US$ 134 milhões).
As vendas dos Emirados ao Brasil, por sua vez, foram de US$ 238,6 milhões, um recuo de 17,6% sobre os seis primeiros meses de 2014. Os principais produtos comercializados foram petróleo, alumínio, fertilizantes, gás e enxofre.


