São Paulo – A 39ª Cúpula do Mercosul ocorre nestas segunda (02) e terça-feira em San Juan, na Argentina. A reunião dos chefes de estado propriamente dita será realizada no segundo dia. De acordo com informações do Itamaraty, na pauta do evento, que inclui a 39ª Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), estão temas como a eliminação da dupla cobrança da tarifa externa comum do bloco, o Código Aduaneiro regional, o acordo de livre comércio com o Egito e a concessão de preferências tarifárias ao Haiti.
Representantes dos governos envolvidos ainda discutiam no domingo detalhes desses assuntos. Os negociadores dos Mercosul e do Egito, por exemplo, ainda tentariam finalizar o acordo durante o final de semana para que ele pudesse ser assinado na Cúpula. Até o início da noite de ontem (01), não havia informações sobre se o esforço foi bem sucedido.
Outros itens da pauta, segundo o Itamaraty, são a aprovação de projetos a serem financiados pelo Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). Entre eles estão a construção de uma estrada no Paraguai; a instalação de linhas de transmissão de eletricidade na Argentina, Paraguai e Uruguai; e a criação da Biblioteca da Universidade Federal da Integração Latino-Americana e do Instituto Mercosul de Estudos Avançados. É esperada a aprovação de sete projetos que totalizam US$ 580 milhões em crédito.
Mesmo sem estar oficialmente na pauta, os desentendimentos entre os governos da Colômbia e da Venezuela deverão fazer parte das conversas, uma vez que o tema está na ordem do dia e a posse do novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ocorre ainda esta semana. Ele vai substituir Álvaro Uribe, que vive às turras com o venezuelano Hugo Chávez.
Vão participar líderes dos quatro países que são membros efetivos (Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina) e dos estados associados (Chile, Bolívia, Peru, Venezuela, Colômbia e Equador). No caso dos associados, porém, ainda não se sabe se os próprios presidentes vão participar. O ministro da Indústria e Comércio do Egito, Rachid Mohamed Rachid, que está na Argentina e dia 04 vem ao Brasil, também é esperado.
Ao final da Cúpula, a Argentina vai passar a presidência rotativa do bloco ao Brasil. Será a última vez que isso ocorre sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que seu mandato termina em 31 de dezembro. Na sexta-feira, o porta-voz da Presidência do Brasil, Marcelo Baumbach, informou que o “tema” da administração brasileira será “Mercosul: Os Próximos Vinte Anos”, já que em 2011 o bloco completa 20 anos.
“O presidente Lula deseja colocar a capacidade propositiva da Presidência brasileira a serviço de uma agenda positiva para o Mercosul, com fortes elementos de inovação”, afirmou Baumbach.

