São Paulo – A delegação omani que promoveu o Fórum Econômico Brasil-Omã na segunda-feira (12), em São Paulo, visitou no final da tarde desta terça-feira (13) a sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, onde foi recebida pelo presidente da entidade, Marcelo Sallum, e pelo diretor-geral Michel Alaby.
“O Sultanato de Omã é muito bem representado no Brasil, primeiro pelo embaixador [Khalid Al Jaradi], que faz um trabalho magnífico, e depois pela Câmara Árabe, que tem feito um forte trabalho de promoção comercial [do país]”, disse Sallum.
A delegação é formada por representantes de agências e empresas estatais e veio ao Brasil com o objetivo de promover oportunidades de negócios no sultanato. Além do fórum, os omanis realizaram reuniões em separado com companhias brasileiras, visitaram a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe São Paulo) e nesta quarta-feira (14) vão conhecer o Porto de Santos.
“Nossa visita foi repleta de sucesso”, observou o chefe da delegação Yahya Said Abdullah Al Jabri, presidente da Autoridade da Zona Econômica Especial de Duqm. Ele destacou a participação do vice-presidente do Brasil, Michel Temer, no fórum, as reuniões com as empresas brasileiras e a visita à Investe São Paulo, onde puderam conhecer oportunidades de investimentos no estado.
Alaby fez uma apresentação sobre as relações econômicas entre Brasil e Omã, e integrantes do grupo perguntaram sobre os setores que a Câmara Árabe avalia com mais oportunidades para os negócios bilaterais.
Sallum citou a área de infraestrutura. “Levamos representantes de empresas brasileiras deste setor e ouvi deles que havia interesse que dar prosseguimento àquela visita”, declarou, referindo-se à viagem que Michel Temer fez ao sultanato em 2013 acompanhado de empresários. Ele vê também possibilidades de parcerias na área portuária. Fazem parte da delegação omani executivos dos portos de Duqm, Sohar e Salalah.
Alaby acrescentou que no Brasil a área de infraestrutura “traz boa rentabilidade”, assim como empresas de comércio varejista e hotelaria. Em sua avaliação, porém, as maiores perspectivas para os árabes, especialmente os do Golfo, entre eles os omanis, estão no agronegócio. “Até por causa [da questão] da segurança alimentar”, afirmou.
Integrantes do grupo pediram também informações sobre empresas da indústria pesada que possam ter interesse em negócios com Omã e sobre experiências brasileiras na área de piscicultura. A pesca é uma atividade importante no sultanato, dada a extensão de seu litoral e tradição marítima.
Jabri recomendou que seja formado rapidamente um Conselho Empresarial Brasil-Omã que possa avaliar detalhadamente as possibilidades de investimentos mútuos e fomentar o comércio bilateral. A criação do conselho está a cargo da Câmara Árabe Brasileira e da Câmara de Comércio e Indústria de Omã. Ele sugeriu ainda a realização de mais missões comerciais.
O embaixador Jaradi destacou que a Câmara Árabe é a parceira “número um” da embaixada no Brasil e agradeceu Sallum, Alaby e os funcionários que ajudaram na realização do fórum e da visita da delegação. “Tenho certeza que teremos resultados concretos a partir do fórum”, ressaltou.


