São Paulo – O desemprego na Palestina cresceu 25% em 2014 sobre o ano anterior e atingiu 338 mil trabalhadores. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (28) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), os motivos que levaram a este aumento foram as tensões regionais, o processo de paz “parado” com Israel e as consequências da guerra em Gaza em julho de 2014.
As informações constam no relatório anual “Situação dos trabalhadores nos territórios árabes ocupados”, que será apresentado na Conferência Internacional do Trabalho, a partir da próxima segunda-feira (01), em Genebra. Segundo o documento, o total de desempregados corresponde a 27% da população apta a trabalhar na Palestina.
De acordo com o diretor da OIT, Guy Ryder, a ocupação e os assentamentos de Israel nos territórios ocupados não permite o desenvolvimento de uma economia palestina viável e produtiva, “que poderia oferecer oportunidades suficientes de trabalho decente”. Ele afirmou que se esta tendência se prorrogar, o espaço para o surgimento de boas oportunidades de trabalho irá “encolher” ainda mais.
Segundo o levantamento, em 2014 o desemprego atingia 17,7% da população da Cisjordânia e 43,9% dos habitantes da Faixa de Gaza. Entre os homens dos dois territórios, 23,9% não tinha trabalho, taxa que subia para 38,5% entre as mulheres. E, entre os jovens de 15 a 24 anos, mais de 40% não tinham trabalho.
Muitos palestinos encontraram emprego no mercado de trabalho de Israel. Segundo o estudo, 107 mil palestinos atuam na economia israelense, porém, um terço deste total sem as permissões exigidas.

