São Paulo – A indústria gaúcha Dilly batizou alguns dos seus calçados da coleção primavera-verão 2010 com nome de países árabes. Começam a ser vendidas nas lojas do Brasil desde sandálias chamadas de Marrocos e Síria, até peep toes com o nome de Egito e rasteiras denominadas Argel – cidade argelina – e Tunísia. Também outras regiões do mundo, como Quênia e Luanda, estão na coleção. A empresa fabrica calçados e bolsas femininas de couro.
De acordo com informações da assessoria de imprensa da Dilly, os países foram escolhidos porque a empresa adotou o tema étnico, além da natureza, para nortear a coleção. A construção dos calçados, a cartela de cores escolhida, os acabamentos, alguns rústicos e envelhecidos, foram desenvolvidos com base nos países. Aquela região, segundo informações da empresa, tem informação forte e rica na área étnica.
Em geral, os calçados da coleção têm tons naturais, principalmente terrosos, e alguns fluorescentes. Os couros foram metalizados, outros são em escamas e levam vernizes. Há também os calçados com tecidos, como tafetá e cetim, com estampas imitando o corpo de animais. Nos saltos predomina o luxo, com o uso da pedraria e também de materiais naturais como a forração em bambu e fibra de bananeira.
A marca Dilly, da cidade de Ivoti, é de propriedade do grupo Dass, fusão entre o Grupo Dilly e o Grupo Clássico. O Grupo Dilly existia desde 1965 e o Clássico desde 1979, com produção de artigos esportivos. As duas companhias se fundiram e o grupo Dass, formado a partir delas, fabrica, atualmente, também marcas como Fila, Umbro e Try On. A empresa tem unidades produtivas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia, Ceará, Argentina e China.

