São Paulo – A presidente Dilma Rousseff teve uma reunião nesta quarta-feira (07), em Brasília, com a jornalista e ativista dos direitos humanos Tawakkol Karman, do Iêmen, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz no ano passado. Segundo informações do Blog do Planalto, site da Presidência, elas conversaram sobre temas como transparência e políticas sociais. A iemenita veio ao Brasil para a 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, que começou nesta terça e segue até sábado (10) na capital federal.
De acordo com o blog oficial, Karman disse que o Brasil pode auxiliar seu país em áreas como segurança alimentar e na reconstrução de sua rede de proteção social. O Iêmen foi uma das nações sacudidas pela Primavera Árabe. Lá, como na Tunísia, Egito e Líbia, houve mudança de regime. O presidente Ali Abdullah Saleh, que estava no poder há mais de 30 anos, foi obrigado a renunciar em meio a protestos populares e a atos de violência entre apoiadores e oponentes do governo.
“Três aspectos são muito importantes para nós, que são tentar recriar a rede de proteção social, conseguir bolsas de estudos para jovens iemenitas e o terceiro é a segurança alimentar, que nós sabemos que aqui é um exemplo. A gente gostaria que isso fosse feito no Iêmen”, declarou a jornalista, segundo o blog.
Karman é defensora da liberdade de imprensa e dos direitos da mulher e desde meados da década passada lidera o grupo Mulheres Jornalistas sem Correntes, mas ela ganhou maior projeção internacional por sua participação pacífica no levante popular em seu país no ano passado.
Antes, a iemenita teve um encontro com o chanceler Antonio Patriota. De acordo com informações do Itamaraty, Patriota afirmou que o Nobel conquistado é um tributo à luta pela igualdade da mulher árabe. Karman, por sua vez, elogiou a defesa da independência palestina pelo Brasil e as políticas de gênero, sociais e para a juventude adotadas pelo País, que ela disse ser um modelo para nações em desenvolvimento.

