São Paulo – A presidente da República, Dilma Rousseff, defendeu nesta terça-feira (24), no discurso de abertura da 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que a única saída possível para o conflito na Síria é a negociação. Dilma também afirmou que o Brasil irá aumentar sua proteção contra espionagem e voltou a pleitear reformas no Conselho de Segurança das Nações Unidas e no Fundo Monetário Internacional.
Sobre a Síria, Dilma afirmou que “é preciso calar a voz das armas”. “Não há saída militar. A única solução é a negociação, o diálogo, o entendimento”, disse a presidente brasileira, que também afirmou que a decisão do governo sírio de assinar a Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas é decisiva para o fim do conflito. “Cabe ao governo sírio cumpri-lo integralmente, de boa-fé e com ânimo cooperativo”, disse. Ela também defendeu a solução de um estado palestino independente como forma de acabar com o embate entre Israel e Palestina.
Como era esperado, Dilma lembrou em seu discurso das recentes denúncias de espionagem de que o Brasil teria sido alvo, conforme documentos obtidos pelo ex-agente da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA), Edward Snowden. Segundo estes documentos, cidadãos brasileiros, a representação do País nas Nações Unidas, a Presidência da República e a Petrobras foram espionados pela NSA.
“Lutei contra o arbítrio e a censura e não posso deixar de defender de modo intransigente o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania de meu país. Sem ele – direito à privacidade – não há verdadeira liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações”, disse Dilma.
Em seu discurso, a presidente brasileira voltou a pedir que os emergentes precisam ser contemplados em uma reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ela disse que a demora destas instituições em se reformar e contemplar essas nações reduz a eficácia desses organismos.

