São Paulo – Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (12) pela KPMG mostra que caiu em 15% o número de fusões e aquisições no Brasil no segundo trimestre do ano sobre o mesmo período do ano passado. De acordo com a consultoria, o fato se deve ao contexto econômico menos favorável e à menor expectativa de crescimento do País. Entre abril e junho ocorreram 194 compras e fusões de companhias no Brasil contra 229 os mesmos meses de 2012.
Também no semestre houve redução de 11%, já que de janeiro a junho do ano passado o número de operações ficou em 433 e nos mesmos meses deste ano em 386. Grande parte das transações (184) foi doméstica, entre empresas brasileiras, e 39 se referem a companhias do Brasil comprando unidades no exterior. As demais, 163, são estrangeiros fazendo negócios no Brasil. De acordo com Luís Motta, sócio da KPMG e coordenador da pesquisa, os dados evidenciam o recuo do apetite estrangeiro pelo País.
No trimestre também houve predomínio de compras e fusões entre companhias brasileiras. Esse tipo de operação somou 98 do total. Os estrangeiros participaram de 84 aquisições no Brasil e as transações nas quais empresas nacionais compraram no exterior somaram 12. “O investidor está mais receoso em função, principalmente, da expectativa de crescimento do Brasil que veio diminuindo nos últimos meses e aumentando o risco implícito neste tipo de transação“, explicou Motta, segundo comunicado da KPMG.
De acordo com a KPMG, no trimestre os setores que mais registraram fusões e aquisições de empresas foram os de tecnologia de informação, óleo e gás, alimentos, bebidas e tabaco, empresas de internet e prestadoras de serviços. O segmento de tecnologia, segundo a consultoria, tem estado em evidência nos últimos anos pelo grande volume de negócios.
Apesar do cenário de queda, Motta afirmou que a tendência é de estabilidade.


