São Paulo – Diplomatas de cerca de 30 países, entre eles embaixadores e representantes da Arábia Saudita, Egito, Catar, Sudão e Líbano, visitaram hoje (29) a cidade mineira de Uberaba para conhecer e entender o potencial da pecuária leiteira e de corte, em função do melhoramento genético da raça zebuína, que contribui para a evolução da carne e do leite produzidos no Brasil.
A visita foi coordenada pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio e pelo consórcio Brazilian Cattle, criado pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). “Nosso objetivo é apresentar este trabalho de melhoramento genético para países, de clima tropical e semi tropical, que possam importar sêmen e embriões do Brasil”, disse o assessor especial do Ministério da Agricultura, Newton Ribas.
De acordo com ele, esse trabalho vem sendo desenvolvido na raça zebu do Brasil há 60 anos e hoje o país está apto para exportar. “Há 30 anos o país era importador de material genético da Europa e Estados Unidos. Hoje somos exportadores”, disse o assessor. Entre os países importadores brasileiros estão Venezuela, Colômbia, Panamá, Paraguai, Argentina, Egito, Senegal e Tailândia.
Durante o dia, os diplomatas visitaram a sede da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) para conhecer as raças zebuínas leiteiras e girolando. Assistiram palestras sobre a pecuária leiteira, suas potencialidades e as características de cada raça. Após o almoço, o grupo visitou uma central de produção de sêmen da empresa Alta Genetics. Na central, além da produção, os diplomatas conheceram os aspectos sanitários envolvidos no processo de exportação de sêmen.
A fazenda Terras de Kubera, considerada referência na criação das raças girolando e gir, também foi visitada pelo grupo. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), Lino Rodrigues Filho, o Brasil atingiu uma fase de maturidade na produção leiteira e apresenta condições sanitárias exigidas para exportar. Segundo o presidente, o país produz 5 milhões de doses de sêmen por ano e exporta 300 mil. Por outro lado, importa 4 milhões.

